Hugo Moniz, um dos responsáveis pela “Exercise Summit”, que decorre em Lisboa no próximo fim de semana, afirma que o objetivo do encontro é “unir cada vez mais profissionais do exercício e profissionais de saúde” para que trabalhem em conjunto e valorizem a prática do exercício físico.

“Uma vez que os profissionais do exercício não são considerados profissionais de saúde, tentamos agregar cada vez mais parceiros da área da saúde, como médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos. É preciso trazer a cultura científica para a área do exercício físico”, explicou Hugo Moniz em entrevista à agência Lusa.

O objetivo é que os profissionais do exercício e os da saúde “trabalhem lado a lado” para prevenir, evitar e controlar doenças, promovendo a saúde.

O responsável pela “Exercise Summit” entende que, numa altura em que a atividade física ganha “cada vez mais peso”, é importante promover uma prática de exercício mais consciente, com noção de que o exercício físico tem bases científicas e precisa de estar associado à saúde.

“Há uma excelente complementaridade das áreas. Os profissionais de exercício têm muito a aprender com os profissionais de saúde, mas é importante reforçar o papel de cada profissão, sendo que os profissionais do exercício têm um papel fundamental na questão de como fazer o exercício e devem ser eles os orientadores”, defende Hugo Moniz.

Para o organizador do evento, cabe aos médicos a recomendação de atividade física ou de exercício físico e o apontar de problemas ou patologias, mas é da responsabilidade do profissional do exercício físico a criação de um programa de exercício para cada pessoa.

A ideia do “Exercise Summit”, que decorre sábado e domingo, é também a de “mostrar aos pares da saúde que existe uma ciência cada vez mais válida que credibiliza estes profissionais do exercício”.

A cimeira terá aliás um enfoque especial na abordagem à doença crónica, como cancro, diabetes, doença cardiovascular, tendo em conta que a personalização de um treino deve resultar numa resposta adequada às necessidades e objetivos, também clínicos, de cada pessoa.

Hugo Moniz destaca a importância de fazer exercício “com orientação”, sabendo por exemplo, a que ritmo se deve andar, que exercícios realizar, que batimentos cardíacos devem ser observados.

Defende também que “é necessário promover a força da população”, afastando a imagem do treino de força ou muscular como “um bicho papão”: “A população precisa de ganhar força, há cada vez mais patologias associadas a desordens musculoesqueléticas”.

Contudo, argumenta que o ginásio será o único sítio onde se pode “praticar treino de força com segurança” e defende que deviam ser pensados incentivos fiscais para a prática de exercício, sobretudo no caso de pessoas com mais dificuldades económicas ou financeiras, como acontece nalguns países da Europa.

Além de especialistas portugueses, como o médico ortopedista Paulo Rego, haverá palestras de peritos internacionais.

Dos Estados Unidos virá o especialista e fisioterapeura Tom Purvis, conhecido como o treinador de treinadores, que vai analisar as bases científicas e a "verdade por detrás da tendência" subjacente ao exercício funcional.

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