Portugal regista esta quinta-feira mais 56.426 casos de COVID-19 - um novo recorde - e 34 óbitos associados à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde março de 2020, morreram 19.447 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 2.059.595 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 28.301 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 1.655.580 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região Norte é a área do país com mais novas notificações, num total de 43,3% dos diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 8.205 (+16), seguida do Norte com 5.903 óbitos (+10), Centro (3.425, +6) e Alentejo (1.104, =). Pelo menos 609 (=) mortos foram registados no Algarve. Há 145 mortes (+2) contabilizadas na Madeira. Nos Açores registam-se 56 (=) óbitos associados à doença.

Internamentos voltam a subir

Em todo o território nacional, há 2.004 doentes internados, mais 45 face ao valor de ontem, e 152 em unidades de cuidados intensivos (UCI), menos um em relação ao dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 384.568 casos ativos da infeção em Portugal — mais 28.091 do que ontem — e 391.630 pessoas em vigilância pelas autoridades — mais 31.737 do que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 798.969 (+17.341), seguida da região Norte (764.713 +24.422), da região Centro (276.086 +8.253), do Algarve (79.265, +2.003) e do Alentejo (68.238 +1.912).

Nos Açores existem 20.780 casos contabilizados (+1.114) e na Madeira 51.544 (+1.381).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência superior a 4.490,9 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,11. Com estes valores, o país mantém-se fora da zona de segurança da matriz de risco.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 1,10. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Imagem do boletim da DGS
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 12.576 registadas (+24) desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (4.230, +4), entre 60 e 69 anos (1.788, +3) entre 50 e 59 anos (577, +1), 40 e 49 anos (200, +1) e entre 30 e 39 anos (52, +1). Há ainda 18 mortes registadas (=) entre os 20 e os 29 anos, três (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 10.230 são do sexo masculino e 9.217 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 351.136 infeções (+10.243), seguida da faixa etária dos 20 aos 29 anos, com 341.267 (+7.540), e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 319.467 (+9.527). Logo depois, surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 278.163 reportadas (+5.719). A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 237.063 (+8.636), entre os 60 e os 69 anos soma 171.450 (+2.832) e a dos 0-9 anos tem 164.335 infeções reportadas (+9.284) desde o início da pandemia. Por último, surge a faixa etária dos 70 aos 79 anos, que totaliza infeções 99.924 (+1.620) e dos 80 ou mais anos, com 96.790 casos (+1.025).

Desde o início da pandemia, houve 966.685 homens infetados e 1.090.781 mulheres, sendo que se desconhece o género de 2.129 pessoas.

Vídeo - Como foi possível desenvolver vacinas seguras contra a COVID-19 em menos de um ano?

Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Diretora-geral da Saúde pede que não se especule antes de saber causas da morte de criança

“Qualquer coisa que se diga é prematuro”, adiantou Graça Freitas, em declarações à agência Lusa sobre a morte no domingo de um menino de seis anos com teste positivo para SARS-CoV-2, um dia depois de ter dado entrada no hospital com um quadro de paragem cardiorrespiratória.

A diretora-geral da Saúde deixou três mensagens sobre este caso: “Solidariedade e respeito para com a família, não fazer comentários sem saber as conclusões das investigações e deixar uma palavra de serenidade para a vacinação”.

Graça Freitas frisou que apenas vai dizer “três coisas” sobre este caso. “A primeira de um respeito profundo e de um lamento profundo e de uma solidariedade profunda para com os pais e acho que esse respeito tem que se manter”.

A segunda é que “não se deve tirar conclusões sem saber o que de facto aconteceu”, disse, sublinhando que é preciso esperar: “não há nada a fazer”.

Por último, Graça Freitas quis deixar “uma palavra de serenidade para os pais e para todas as pessoas que, neste momento, estão a receber vacinas”, apelando para continuarem a aderir ao processo de vacinação contra a covid-19.

O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) anunciou na segunda-feira que um menino de seis anos com teste positivo para SARS-CoV-2 morreu no domingo no Hospital Santa Maria e que as causas da morte estão a ser analisadas.

Veja ainda: Estes são os vírus mais letais do mundo

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