As teorias baseiam-se na análise da sequência genética do vírus, divulgada pelas autoridades após o surto, e dois estudos apontam para o provável papel dos morcegos.

Um estudo, publicado na terça-feira na revista "Science China Life Sciences", patrocinado pela Academia Chinesa de Ciências de Pequim, analisou a relação entre a nova estirpe e outros vírus.

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O estudo aponta que o coronavírus que surgiu na cidade de Wuhan está estreitamente relacionado a uma estirpe existente em morcegos. "Os morcegos serem os hospedeiros nativos do Wuhan CoV (coronavírus) seria um raciocínio lógico e conveniente, embora ainda seja provável que haja hospedeiros intermediários na rede de transmissão dos morcegos para os seres humanos", disseram os investigadores.

O estudo não especula sobre qual animal poderia ter sido um "hospedeiro intermediário", mas um estudo publicado na quarta-feira no "Journal of Medical Virology" identifica as cobras como as mais prováveis culpadas.

"Para procurar um potencial reservatório do vírus, realizámos uma análise completa de sequências genéticas e comparações. Os resultados da nossa análise sugerem que a cobra é o reservatório mais provável entre os animais silvestres", observa o texto.

Os investigadores alertam que as suas conclusões requerem "maior validação através de estudos experimentais em modelos animais".

Os dois estudos não explicam como o vírus poderia ter sido transmitido de animais para humanos. Pode oferecer, porém, pistas para as autoridades chinesas, que procuram a fonte do surto que contaminou centenas de pessoas no país e que foram confirmadas em locais tão distantes como os Estados Unidos.

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O mercado onde o vírus apareceu oferece uma variedade de fauna exótica à venda, incluindo raposas vivas, crocodilos, filhotes de lobo, salamandras gigantes, cobras, ratos, pavões, porcos-espinhos e carne de camelo, entre outros.

Ontem, em Pequim, o diretor do Centro Chinês de Controlo e Prevenção de Doenças, Gao Fu, disse que as autoridades acreditam que o vírus provavelmente veio de "animais selvagens no mercado de pescados", embora a fonte exata permaneça indeterminada.

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que deixou centenas de mortos na China, esteve relacionada com o consumo de carne de civeta asiático, um mamífero carnívoro.

Muitas espécies exóticas ainda são amplamente consumidas na China e em outros países asiáticos, onde são consideradas uma iguaria - como civeta, alguns ratos e morcegos -, ou por seus supostos benefícios para a saúde não comprovados pela ciência.

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