De acordo com Associação Nacional de Segurança Rodoviária, geralmente em dezembro acontecem em Portugal entre 2500 a 3000 acidentes rodoviários que resultam em mais de 3000 feridos ligeiros.

Luís Teixeira, médico ortopedista e presidente da Associação Portuguesa Spine Matters, defende que é importante olhar para estes números, sendo que em média 30% dos acidentes rodoviários ligeiros são responsáveis por lesões da coluna cervical, nem sempre atempadamente diagnosticadas.

"A lesão por whiplash (chicote cervical) é o processo mecânico de hiperflexão e hiperextensão bifásicas. O que acontece é uma compressão dos músculos do pescoço de um lado, enquanto se distendem do oposto, voltando de imediato à sua posição inicial. As suas consequências podem variar muito, desde cervicalgias, que podem ser muito debilitantes, a diversas manifestações músculo-esqueléticas e neurológicas, sendo que os sintomas podem aparecer apenas 12 a 14 horas depois do impacto", salienta o clínico.

"Os problemas na coluna afetam não só o condutor, mas também qualquer passageiro que viaje dentro do veículo, sendo que é importante ter alguns cuidados de forma a proteger a coluna quando conduzimos. São exemplos disso, a postura, a inclinação do corpo, estarmos ou não mais relaxados, tudo isso pode ter uma correlação directa com as lesões dos acidentes ligeiros de viação", acrescenta o especialista, Luís Teixeira.

Veja alguns conselhos práticos deste médico para uma condução segura:

Sinais e sintomas a que devemos estar atentos depois de um acidente de viação:

- Dor e rigidez no pescoço, ombros, parte superior ou inferior das costas;

- Cefaleias;

- Tonturas, visão turva, dor no maxilar ou a engolir;

- Cansaço, irritabilidade ou dificuldades de concentração;

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