"O gatilho [da arma] não foi pressionado... eu não premi o gatilho", afirmou o ator na primeira entrevista formal, dada à cadeia de televisão ABC, e que será divulgada na íntegra na quinta-feira, relatando o drama ocorrido a 21 de outubro.

Nesta entrevista, Baldwin diz não ter "nenhuma ideia" de como terá surgido uma munição real nas filmagens: "Eu nunca premiria o gatilho de uma arma ao apontar para alguém. Nunca", garantiu.

"Alguém colocou uma bala real onde não deveria estar e não tenho ideia de quem terá sido", disse ainda, sem explicar como a arma terá sido disparada se o gatilho não foi pressionado, como afirmou.

O inquérito sobre o incidente ainda não levou a nenhuma prisão, nem foram atribuídas responsabilidades pela morte de Hutchins.

Hannah Gutierrez-Reed, a armeira responsável pelas armas de fogo nas filmagens disse às autoridades que também não fazia nenhuma ideia de como as munições reais foram ali colocadas, estando formalmente interditas no quadro das regras da indústria cinematográfica nos Estados Unidos.

A vítima mortal foi identificada como Halyna Hutchins, de 42 anos, tendo os disparos ferido também o diretor do filme, Joel Souza, de 48, que foi admitido na unidade de cuidados intensivos do centro médico Christus St. Vincent, nos arredores de Santa Fé, no estado do Novo México, sudoeste dos Estados Unidos.

O ator, no próprio dia, veio a público, na rede social Twitter, dizer que se sentia "devastado" pelo sucedido.

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