Segundo os mais recentes dados do Instituto Robert Koch (RKI) de virologia, a incidência semanal na Alemanha subiu hoje pelo sexto dia consecutivo e situa-se agora em 6,4 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 em 100.000 habitantes, em vez dos 6,2 do dia anterior.

Cerca de 41,5% da população recebeu as duas doses da vacina e 57,9% levaram pelo menos a primeira dose.

Desde o início da pandemia, registaram-se no país 3.736.489 casos confirmados de covid-19.

O porta-voz do Governo, Steffen Seibert, disse que os números mostram que embora a situação atual seja melhor, ainda não se pode falar de um regresso à normalidade.

“Estamos numa boa situação, graças às vacinas e às medidas de proteção, mas isso não quer dizer que estejamos numa situação de normalidade, se considerarmos como normalidade a vida anterior à pandemia”, disse Seibert.

“Todos desejamos o regresso a essa normalidade. Mas se olharmos para outros países europeus, vemos como os casos podem subir acentuadamente a qualquer momento. Também podem surgir novas mutações em relação às quais as vacinas não surtam efeito e, por tudo isso, temos que manter as defesas elevadas”, acrescentou.

Seibert instou os alemães a aproveitar as liberdades que são possíveis neste momento, mas pediu, ao mesmo tempo, que o façam com precaução e que se vacinem.

“Recordo a todos que é preciso vacinarem-se, a segunda dose também é importante. Só com ela obtemos plena proteção”, sublinhou.

O ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, anunciou hoje que, daqui para a frente, o Governo vai alterar a forma de avaliar a situação da pandemia, passando a combinar a incidência semanal de novos casos de infeção com a situação que se vive nos hospitais para definir a estratégia a seguir em cada momento.

“Como os grupos de risco estão em grande parte vacinados, uma incidência alta não implica automaticamente uma maior ocupação das unidades de cuidados intensivos”, explicou Spahn, na sua conta da rede social Twitter.

“A incidência perde cada vez mais relevância, precisamos de mais dados dos hospitais”, indicou.

Antes da sua intervenção, a imprensa alemã revelou o conteúdo de um documento do RKI de virologia que apontava que, no futuro, não deveria ser apenas a incidência a definir a estratégia a seguir durante a pandemia.

Não obstante, o Ministério da Saúde disse que não tenciona abandonar-se a incidência semanal como parâmetro, mas apenas combiná-la com outros parâmetros de avaliação.

Esta posição surge numa altura em que Berlim indicou que vai reavaliar a decisão de manter Portugal na lista vermelha das zonas de risco covid-19, e um dia depois da classificação de Espanha como zona de risco.

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