Desde o início da pandemia, Portugal registou 16.946 mortes associadas à COVID-19 e 831.221 casos de infeção. Em relação a domingo, contabilizam-se mais 220 infetados e um óbito.

Desde 30 de agosto de 2020 que Portugal não registava um valor tão baixo de mortes relacionadas com a COVID-19, não tendo sido registada qualquer morte em Portugal continental. A morte contabilizada ocorreu na Região Autónoma dos Açores.

Hoje registaram-se também 547 casos de recuperação. Ao todo há já 789.216 doentes recuperados da doença em território nacional.

A região Norte, com 97 novos infetados, é a área do país com mais novas notificações, com 44% do total de diagnósticos.

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relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.185 (=), seguida do Norte com 5.330 óbitos (=), Centro (3.006, =) e Alentejo (970, = ). Pelo menos 356 (=) mortos foram registadas no Algarve.

Há 31 (+1) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 68 óbitos (=) associados à doença.

Internamentos sobem

Em todo o território nacional, há 454 doentes internados, mais 26 que ontem, e 112 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais três do que no domingo.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 25.059 casos ativos da infeção em Portugal — menos 328 que ontem — e 20.823 pessoas em vigilância pelas autoridades — mais 111 que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região Norte é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 333.832 (+97), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (314.733, +56), da região Centro (118.149, +24), do Alentejo (29.568, +9) e do Algarve (21.391, +5). Nos Açores existem 4.554 casos (+14) e na Madeira 8.994 casos (+15).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 71,8 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes - uma ligeira subida face aos 71,6 de sexta-feira - e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,00 (menos do que os 1,05 de há três dias). No território continental, o R(t) também se fixou nos 1,00.

Matriz de risco da DGS
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Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.157 registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.602), entre 60 e 69 anos (1.516), entre 50 e 59 anos (461), 40 e 49 anos (153) e entre 30 e 39 anos (41).

Há ainda 12 mortes registadas entre os 20 e os 29 anos (=), duas entre os 10 e os 19 anos (=) e duas entre os 0 e os 9 anos (=).

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 8.903 são do sexo masculino e 8.043 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 138.124 casos, seguida da faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 123.328 casos, e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 119.479. Logo depois surge a faixa etária dos 20 aos 29 anos, com 118.765 infeções.

Desde o início da pandemia, houve 376.984 homens infetados e 453.935 mulheres, sendo que se desconhece o género de 302 pessoas.

Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje
Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje créditos: SAPO

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Último balanço da AFP

A pandemia do novo coronavírus matou até hoje pelo menos 3.020.765 pessoas no mundo desde que foram detetados os primeiros casos, no final de 2019, segundo um levantamento realizado pela agência de notícias AFP a partir de fontes oficiais. Mais de 141.291.720 casos de infeção pelo SARS-CoV-2 foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia.

No domingo, 8.980 mortes e 687.697 novos casos foram registados em todo o mundo. Os países que registaram o maior número de mortes nos seus levantamentos mais recentes são o Brasil com 1.657, Índia (1.619) e Peru (433).

Os Estados Unidos são o país mais afetado até hoje em termos de mortes e casos, com 567.217 mortes em 31.670.353 casos, de acordo com o levantamento realizado pela Universidade Johns Hopkins. Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 373.335 mortes e 13.943.071 casos, o México com 212.339 óbitos (2.305.602 casos), a Índia com 178.769 mortes (15.061.919 casos) e o Reino Unido com 127.270 óbitos (4.387.820 casos).

Entre os países mais atingidos, a República Checa é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 266 mortes por 100.000 habitantes, seguida pela Hungria (261), Bósnia-Herzegovina (237), Montenegro (228) e Bulgária (218).

A Europa totalizou hoje, às 10:00 TMG (11:00 em Lisboa), 1.025.222 mortes em 48.058.397 casos de infecção, a América Latina e Caraibas 864.999 óbitos (27.225.838 casos), os Estados Unidos e Canadá 590.833 mortes (32.789.620 casos), a Ásia 298.242 óbitos (21.456.957 casos), o Médio Oriente 122.581 mortes (7.290.046 casos), a África 117.861 óbitos (4.429.269 casos) e a Oceania 1.027 mortes (41.602 casos).

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