É uma das melhores formas de reaproveitar os restos de bacalhau após a Consoada. Confecionada com as sobras do fiel amigo, esta receita tradicional minhota tem, nos dias de hoje, apreciadores em todas as regiões do país. As couves, as batatas, os alhos, o azeite e o vinagre são outros dos ingredientes deste popular prato, que nalgumas regiões também leva grelos e/ou grão-de-bico. Para uma harmonização perfeita, deve procurar vinhos frescos e aromáticos.

1. Parceiros na Criação Dote Branco 2018

Produzido pelo casal Joana Pratas e João Nápoles de Carvalho, resulta da união de duas regiões, Douro e Tejo. Feito com uma mistura de castas de vinhas velhas do norte e com uvas Fernão Pires vindimadas no Ribatejo, é fresco, aromático e intenso, com boa acidez e mineralidade. No nariz, revela notas de flor de amendoeira, camomila, calcite e fósforo. Também combina bem com peixes gordos grelhados ou assados, pratos de caça e queijos intensos.

Vinho

2. Taboadella Jaen Reserva Tinto 2019

A fresca altitude das terras do Dão promove a suculência, a fruta azulada e a especiaria branca, três características que acabam por dar origem a este monocasta feito com Jaen, um vinho com aromas frutados e intensos, com um toque a pimenta-da-jamaica. Marcado por taninos macios, finos e revestidos, combina na perfeição com o corpo tenso e ao mesmo tempo delicado que este vinho da Taboadella, sediada em Silvã de Cima, apresenta.

Vinho

3. Quinta da Alorna Reserva Arinto & Chardonnay 2019

Este vinho da região do Tejo, de cor amarela, distingue-se pelo aroma complexo, marcado pela fruta fresca e citrina do Arinto e pela fruta madura e notas fumadas do Chardonnay. Com uma boa estrutura e um equilíbrio vincado entre a acidez e a frescura do Arinto e a maturação do Chardonnay, é sublimado pela elegância da madeira. O final de boca deste néctar, que tem o dedo na enóloga Martta Reis Simões, é intenso e muito persistente.

Vinho

4. Contracena Castelão Colheita Seleccionada Branco 2018

Produzido pela Quinta da Ribeirinha, na Póvoa de Santarém, no Ribatejo, é um vinho branco de uvas tintas, como alerta, desde logo, no rótulo. De cor citrina, é marcado por notas tropicais, que remetem para frutos como o ananás e a banana, apesar de também ter notas de líchia e de pêssego.

Vinho

Com estágio feito em barricas de carvalho francês, o Contracena Castelão Colheita Seleccionada Branco 2018 apresenta um bom volume de boca e de estrutura, com taninos redondos e um final fresco e persistente. Também o pode servir com pratos de peixe condimentados e com carnes brancas.

5. Quinta da Alorna Reserva das Pedras Tinto 2017

Apesar deste ser um prato de peixe, também pode ser servido com vinho tinto. Este, 100% Castelão, fez metade do estágio em barricas de carvalho francês de segunda utilização, antes de ser estabilizado e filtrado. Com um aroma mentolado e fresco, transporta-nos para a vinha onde as uvas foram vindimadas, rodeada de eucaliptos.

Vinho

Para além de notas de chocolate, também sobressai um aroma a frutas pretas em compota. Este vinho, com volume e nervo, apresenta ainda um perfil fino e elegante, marcado por uma acidez notável. O final de boca é prazeroso. Também é indicado para acompanhar pernil de porco assado, pratos de touro bravo, arroz de pato à antiga e bacalhau à lagareiro.

6. Guarda Rios Signature Tinto 2020

Pode, à partida, parecer uma escolha menos óbvia, mas os escanções e os chefs que já fizeram uma harmonização de roupa-velha com um vinho tinto garantem que não só funciona como surpreende. Na prova, este néctar do Monte da Ravasqueira é cheio de volume, apesar da estrutura fina, marcada por notas de chocolate e menta. Também se encontram notas florais e de canela, para além de aromas especiados, de frutos silvestres e de frutos do bosque, com um leve aroma de baunilha.

Vinho

7. Lagoalva Barrel Selection Branco 2017

Produzido com Sauvignon Blanc na Quinta da Lagoalva, em Alpiarça, no Ribatejo, este monovarietal branco fermentou em barricas de 500 litros. Sem exuberâncias excessivas, evidencia notas de ervas frescas e de espargos, fruto da grande qualidade que apresenta. Encorpado e com excelente estrutura ácida, é um vinho sofisticado, com muita presença e firmeza, que valoriza os pratos tradicionais que acompanha.

Vinho

8. Monte Xisto Órbita Tinto 2019

Com 70% de Touriga Nacional e 30% de uma mistura de castas variadas, é mais um dos tintos a integrar esta lista. Depois de um processo de fermentação em cuba de cimento com leveduras indígenas, seguiu-se um estágio de 18 meses em cuba de cimento e pipas de 600 litros no armazém que a Nicolau de Almeida possui em Vila Nova de Gaia, perto do mar, com ótimas condições de temperatura e humidade.

Vinho

9. Adega23 Rosé 2020

Aragonês, Rufete e Touriga Nacional são as três castas na origem deste vinho, outra proposta disruptiva para acompanhar um prato como este, na opinião de muitos. Rui Reguinga, um dos mais prestigiados enólogos portugueses, está na origem deste néctar, produzido no extremo sul da Beira Baixa, um terroir com características únicas e especiais mas também desafiantes.

Vinho

Foi em Sarnadas de Ródão, no distrito de Castelo Branco, que a médica oftalmologista Manuela Carmona iniciou o projeto vitivinícola, com 11 hectares. A vinha foi plantada junto à autoestrada A23, na origem do nome. De cor rosada, o Adega23 Rosé tem aroma a frutos vermelhos com notas de framboesa, e morangos, um paladar equilibrado e fresco e um final frutado.

10. Quinta das Cerejeiras Grande Reserva Branco 2018

A Companhia Agrícola do Sanguinhal foi fundada na década de 1920 por Abel Pereira da Fonseca para administrar as propriedades que possuía na região do Bombarral. Nessa época, o empresário detinha a maior rede de estabelecimentos de venda ao público no país, as famosas lojas Val do Rio. A empresa dedicou-se desde sempre à produção e ao comércio de vinhos.

Vinho

Este néctar, da região de Lisboa, é um vinho de uma grande complexidade aromática. Proveniente de um clima atlântico, este branco capta toda a pureza do terroir. Depois de colhidas manualmente, as uvas foram completamente desengaçadas, ligeiramente esmagadas e prensadas para obter um mosto frutado com uma boa acidez, sob a supervisão do enólogo Miguel Móteo.

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