"O professor Raoult, em vários veículos e especialmente no seu canal no Youtube, deu informações que não se baseavam em dados confirmados, sem mostrar a prudência necessária", informou a câmara de disciplina do Colégio de Médicos de Bordeaux (sudoeste), que analisou o caso.

Desde o final de 2020, este especialista em infeções de 69 anos, à frente de um centro médico universitário de Marselha (sudeste), é alvo de duas denúncias do Colégio de Médicos do departamento de Marselha e do Conselho Nacional desta ordem (CNOM).

Os dois colégios criticaram o médico, com quem o presidente francês Emmanuel Macron conversou em abril de 2020 sobre o uso deste medicamento contra a malária para combater o coronavírus, por ter violado vários artigos do código de ética.

A câmara de disciplina também o considerou culpado de "divulgar nos círculos médicos um procedimento de tratamento novo e insuficientemente testado" e de se dirigir de "forma pouco correta, rude e inclusive agressiva" a outros médicos.

No entanto, essa instância o absolveu por "charlatanismo" e considerou que os pacientes para quem prescreveu a hidroxicloroquina não correram nenhum risco injustificado, ao receberem as "doses normalmente recomendadas".

A hidroxicloroquina, um princípio ativo usado contra a malária, não foi comprovada como eficaz contra a COVID-19, embora tenha sido defendida com veemência por presidentes como o do Brasil, Jair Bolsonaro, e Estados Unidos, Donald Trump.

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