Desde o início da pandemia, Portugal registou 7.590 mortes associadas à COVID-19 e 466.709 casos de infeção.

Em relação a quinta-feira, contabilizam-se mais 118 óbitos - um novo recorde -, 10.176 infetados - um novo máximo de casos - e 4.480 recuperados. Ao todo há já 360.181 casos de recuperação relacionados com a doença em território nacional.

A região de Lisboa e Vale do Tejo, com 4.291 novos infetados, é a área do país com mais novas notificações, com 42,2% do total de diagnósticos nas últimas 24 horas em Portugal.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 3.407 óbitos (+34 do que ontem), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (2.645 +44), Centro (1.119 +26) e Alentejo (297 +9). Pelo menos 82 (+3) mortes foram registadas no Algarve. Há 22 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 18 óbitos (+2) associados à doença.

Em todo o território nacional, há 3.451 doentes internados - um novo máximo -, mais 118 que ontem, e 536 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais 22 do que na quinta-feira, igualando o máximo de casos em UCI registado a 29 de novembro.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 98.938 casos ativos da infeção em Portugal – mais 5.578 que ontem - e 109.161 pessoas em vigilância pelas autoridades – mais 5.390.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região Norte é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 228.926 (+2.969), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (152.634 +4.291), da região Centro (57.486 +1.963), do Alentejo (13.822 +433) e do Algarve (9.584 +400). Nos Açores existem 2.287 (+55) casos confirmados e na Madeira existem 1.970 (+65).

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Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 5.118 (+78) mortes registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (1.551 +25), entre 60 e 69 anos (626 +6), entre 50 e 59 anos (203 +4), 40 e 49 anos (68 +5) e entre 30 e 39 anos (15 =).

Há ainda seis mortes (=) registadas entre os 20 e os 29 anos, duas (=) entre os 10 e os 19 anos e uma (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 3.956 são do sexo masculino e 3.634 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 77.333 (+1.625) casos, seguida da faixa etária entre os 20 e os 29 anos, com 61.422 (+1.633), e da faixa etária dos 30 e os 39 anos, com 69.669 (+1.530).

Desde o início da pandemia, houve 209.840 homens infetados e 256.711 mulheres, sendo que se desconhece o género de 158.

Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje
Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje créditos: SAPO

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Excesso de mortalidade atribuído à COVID-19

As mortes associadas à doença COVID-19 representaram 52 por cento do excesso de mortalidade verificado em Portugal entre março e dezembro do ano passado, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE). Segundo o boletim do INE sobre mortalidade em contexto de pandemia, desde 02 de março - data do primeiro caso diagnosticado de infeção com o novo coronavírus - até 27 de dezembro, morreram 99.356 pessoas, um aumento de 12.852 mortes em relação à média dos mesmos meses nos anos de 2015 a 2019.

Desses 12.852 óbitos a mais, 6.677 foram atribuídos à COVID-19, o que representa uma percentagem de 52%. Só entre 30 de novembro e 27 de dezembro morreram 2.172 pessoas com COVID-19, um número que supera o aumento de 1.884 mortes em relação à média para o mesmo período dos últimos cinco anos.

O INE salienta que o aumento do número de mortes em relação à média dos cinco anos anteriores foi, com o aproximar do fim de 2020, "cada vez mais explicado pelo aumento dos óbitos por COVID-19".

No boletim sobre a mortalidade semanal divulgado em novembro, as mortes com COVID-19 representavam menos de 30% do aumento de mortalidade em relação aos números de 2015-2019.

Do total de mortes no período de circulação do novo coronavírus, 49.453 foram de homens e 49.903 de mulheres e mais de 70% tinham 75 anos ou mais.

Em relação à média 2015-2019, morreram mais 10.886 pessoas com mais de 75 anos e destas, 8.038 tinham 85 anos ou mais.

Nesse período de 2020, 60.024 mortes aconteceram em contexto hospitalar - mais 5.650 - mas o maior aumento verificou-se nas mortes fora dos hospitais, que subiram 7.202 para 39.332. O INE nota, no entanto, que a partir de 26 de novembro, o maior aumento no número de mortes verificou-se em hospitais.

Por região, o maior aumento do número de mortes verificou-se na região Norte, onde morreram mais 5.696 pessoas do que no período homólogo dos cinco anos anteriores, seguindo-se Lisboa (mais 3.428 mortes), Centro, (mais 2.423), Alentejo (mais 948), Algarve, (mais 256), região Autónoma da Madeira (mais 129) e Açores (mais 114).

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