Os testes foram desenvolvidos pela Roche e pela sua filial TIB Molbiol, "em resposta aos casos de infeção pelo vírus Monkeypox que recentemente levantaram preocupações", anunciou o laboratório em comunicado à imprensa.

"A Roche desenvolveu muito rapidamente uma nova série de testes para a deteção do vírus da varíola símia e o monitoramento da sua disseminação", observou o diretor da divisão de diagnósticos da Roche, citado no comunicado.

O surto recente, com mais de 250 casos registados em 16 países até 22 de maio segundo a Organização Mundial da Saúde, são atípicos, pois ocorrem em países onde o vírus Monkeypox, que provoca lesões cutâneas, não é endémico.

Os testes desenvolvidos pela Roche não se destinam ao público em geral, mas estarão disponíveis para fins de pesquisa na maioria dos países do mundo.

Um primeiro kit deteta ortopoxvírus, incluindo o vírus da varíola do macaco, um segundo deteta especificamente o vírus da varíola do macaco, enquanto um terceiro kit torna possível detetar ortopoxvírus especificando se o vírus Monkeypox está presente ou não.

Segundo a OMS, a doença deve ser detetada com um teste PCR porque os testes antigénicos não são capazes de determinar se é o vírus da varíola símia ou outros vírus da mesma família. As melhores amostras para diagnóstico são provenientes de lesões, exsudatos (líquido produzido pela ferida) ou crostas de lesões.

A doença é - segundo a OMS - uma zoonose viral rara (vírus transmitido aos humanos por animais), cujos sintomas são menos graves do que os observados no passado em indivíduos com varíola.

Com a erradicação da varíola em 1980 e a posterior descontinuação da vacinação, esse ortopoxvírus emergiu como o vírus mais importante do género.

A doença foi detetada pela primeira vez em humanos em 1970 na República Democrática do Congo. Em 2003, casos foram confirmados nos Estados Unidos, marcando o primeiro aparecimento desta doença fora de África. A maioria esteve em contato com cães domésticos, infetados por roedores africanos importados.

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