Ângelo Rodrigues é hoje operado pela oitava vez. O artista vai fazer uma cirurgia de reconstrução à perna esquerda, afetada pela infeção generalizada, causada pela infiltração de substâncias anabolizantes, que quase lhe custou a vida o verão passado. O ator e cantor portuense de 32 anos utilizou, há momentos, as redes sociais para partilhar a notícia com os milhares que o seguem. "Vai, mais uma vez, ser salva", anunciou o artista.

"Hoje, volto a reviver a primeira experiência de isolamento contra a minha vontade. Mas não é o resultado da cirurgia que inquieta este homem com mais operações que a [investigação policial brasileira] Lava Jato. Dezassete escadas separam o hall de entrada da minha casa e o meu quarto, cada uma do tamanho dos meus fantasmas. Sentar-me com eles talvez tenha sido uma das decisões mais sensatas da minha vida", diz.

"São gajos fixes e, o melhor, domesticáveis. A minha visão de túnel evidencia ainda mais a minha mira, o meu quarto. Hoje, inicio a segunda fase de reconstrução da minha perna. Esta, que sapateou entre a vida e a morte, vai mais uma vez ser salva ao tentar-se reduzir os 27 centímetros do enxerto cravado na minha pele, corrigindo possíveis complicações", informa o ator que, em setembro, regressa à série "Golpe de sorte".

Ângelo Rodrigues continua com prognóstico reservado. "Se ele sobreviver, não vai gostar do que vai ver"
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"Nada disto atrasará uma das minhas duas metas", confidencia. Dançar como o [ator Charlie] Chaplin no [filme] "Tempos modernos" é uma delas. A segunda é ainda mais ambiciosa. "Fazer um sprint com um atleta de alta competição", promete. "Como há babuínos com mais expressividade do que eu a dançar, a segunda opção tem de ser possível. Tem de ser possível. Sinto que é a isto que sabe a matéria dos vencedores", desabafa o ator e cantor, que se encontrava a gravar um documentário que mostra a sua recuperação quando a pandemia viral de COVID-19 o obrigou a suspender temporariamente o projeto, que agora retoma.

Ângelo Rodrigues, nascido no Porto, a 9 de setembro de 1987, estreou-se na televisão portuguesa com uma participação na telenovela "Doce fugitiva", exibida pela TVI entre outubro de 2006 e setembro de 2007 e reexibida entre fevereiro de 2013 e junho de 2014, mas foi na quinta temporada da série "Morangos com açúcar" que ganhou mediatismo. As viagens são, a par da música e da representação, outra das suas paixões.