Há 23 anos, o mundo ficava em choque com a notícia da morte de Diana de Gales num despiste de automóvel, em Paris. A princesa britânica de 36 anos não resistiu ao acidente. Patrick Jephson, que foi secretário pessoal da primeira mulher de Carlos de Inglaterra, revela agora publicamente, pela primeira vez, que a mãe dos príncipes William e Harry tinha medo de sofrer um atentado. Segundo o antigo colaborador de Lady Di, os seguranças que garantiam a proteção da princesa sabiam-no e precaviam-se.

"Sempre que iamos para o estrangeiro ou para países em vias de desenvolvimento, levávamos um pequeno frigorífico com suplementos de sangue de Diana", confessa Patrick Jephson, que trabalhou com a mãe dos príncipes William e Harry entre 1988 e 1996, ano em que a princesa se divorciou e se afastou da família real. "Todos nós éramos testados para que os médicos soubessem quem é que lhe poderia dar sangue no caso de ser necessário. Ela esteve muitas vezes em perigo", assegura mesmo o antigo colaborador.

Amada pelo povo britânico e idolatrada internacionalmente, Diana de Gales, que pode recordar na galeria de imagens que se segue, dedicou grande parte do seu tempo às causas humanitárias que abraçava."Ela transportava a bandeira da Grã-Bretanha com ela. Fez um trabalho excelente pela monarquia mas foram poucos os que reconheceram isso", lamenta, hoje, Patrick Jephson. "Era uma mãe solteira que trabalhava muito e não tinha uma rede que a apoiasse ou que a aconselhasse", condena o antigo funcionário.

Só ao fim de 24 anos é que Patrick Jephson ganhou coragem para falar publicamente de Lady Di. "Ela teve de batalhar duro para conseguir sobreviver longe da família real. Foi uma pena terem subestimado o seu valor", admitiu agora em entrevista. "É uma vergonha eles não terem percebido o ativo que ali tinham", desabafa. "A princesa Diana não era rebelde por natureza. Era uma verdadeira monarca. Ela teria sido o seu maior ativo [da monarquia britânica] mas deixaram-na escapar-lhes por entre os dedos", acusa.

Nascida a 1 de julho de 1961, em Sandringham, no Reino Unido, Diana Frances Spencer viria a ser a mulher mais fotografada do mundo após a imprensa ter descoberto que namorava com Carlos de Inglaterra, no segundo semestre de 1980. No dia 24 de fevereiro de 1981, ficaram noivos, mas o mundo só o saberia semanas depois. Menos de cinco meses depois, a 29 de julho de 1981, Lady Di, então com 20 anos, casava com o filho de Isabel II. No dia 28 de agosto de 1996, era concluído o processo de divórcio.

Na altura em que sofreu o acidente fatídico que a vitimou em Paris, Diana de Gales namorava com o produtor cinematográfico Dodi Fayed, filho do milionário Mohamed El Fayed, dono do Hôtel Ritz Paris e da superfície comercial Harrods. No próximo ano, se fosse viva, a princesa do povo, como muitos lhe chamaram após a sua morte, faria 60 anos. Para assinalar a data, os filhos anunciaram, no final da passada semana, a intenção de inaugurar uma estátua de Lady Di num dos jardins do palácio de Kensington.

Diana, a princesa que o povo mais amou, morreu há 23 anos.

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