“A nível nacional, a adesão à greve está na ordem dos 90%, tanto no turno da noite como agora no turno da manhã”, disse à Lusa Elisabete Gonçalves, da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS).

De acordo com a coordenadora da área da Saúde na Federação, os efeitos da greve, que não inclui médicos e enfermeiros, fazem-se sentir sobretudo nos serviços de consultas, atos médicos, atendimento, mas também nas cirurgias programadas.

“Há hospitais onde a adesão é de 100%”, como nos hospitais de São José e Santa Maria, em Lisboa, estão a funcionar apenas os serviços de laboração contínua, como urgências, assegurados por serviços médicos, disse Elisabete Gonçalves.

A paralisação, convocada pela FNSTFPS em 07 de junho, foi motivada por reivindicações antigas que, segundo a estrutura sindical, continuam sem resposta.

Na altura, Elisabete Gonçalves falou em problemas que afetam auxiliares de ação médica, técnicos superiores de saúde e técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, e que acentuam a instabilidade nos serviços de saúde e prejudicam o Serviço Nacional de Saúde.

Além da FNSTFPS, também a Federação dos Sindicatos da Administração Pública (Fesap) convocou uma greve dos trabalhadores da saúde para o mesmo dia e, segundo José Abraão, os dois pré-avisos de greve surgiram de forma autónoma, ainda que com motivações semelhantes.

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública, que integra a Fesap, afirmou que os trabalhadores estão “desesperados” e “querem ver resolvidos problemas que se arrastam há anos”.

A greve de hoje é dirigida a todos os trabalhadores de Portugal continental e da região autónoma dos Açores, e foi antecedida, na quinta-feira, de uma paralisação na região autónoma da Madeira.

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