A última versão do manual para os atletas é de 70 páginas, com marcadores para explicar as regras que, segundo os organizadores, vão garantir a segurança sanitária dos Jogos Olímpicos (23 de julho a 8 de agosto).

Os organizadores esperam que essas restrições fortaleçam a confiança do cético público japonês na possibilidade de organizar os Jogos antes mesmo que a pandemia tenha sido superada no país.

Os dirigentes olímpicos e os organizadores de Tóquio-2020 enfatizam as sanções previstas especialmente para os atletas em caso de violação das regras, que vão desde advertências, multas, até "inelegibilidade temporária ou permanente ou exclusão dos Jogos".

Não foi especificado se os atletas poderiam ser excluídos de futuros Jogos Olímpicos, além dos de Tóquio. "Esperamos que sigam as regras, mas se não o fizerem, pode haver sanções", afirmou Pierre Ducrey, diretor de operações dos Jogos do Comité Olímpico Internacional (COI).

A pouco mais de cinco semanas da abertura dos Jogos, Tóquio ainda está em estado de alerta sanitário e nenhuma decisão foi tomada sobre a participação do público local, após a proibição sem precedentes de espectadores estrangeiros anunciada em março.

Os organizadores tentam mudar a tendência, e insistem nas medidas de segurança planeadas e no facto de que grande parte dos atletas e pessoas presentes na Vila Olímpica serão vacinados e separados do público japonês.

'Sem transgressão'

"As regras do jogo devem ser respeitadas, sem transgressão", declarou Christophe Dubi, diretor dos Jogos do COI durante uma coletiva de imprensa conjunta.

Os organizadores não especificaram quais sanções serão aplicadas a cada infração, nem revelaram o valor das eventuais multas.

Uma comissão disciplinar será encarregada de avaliar as violações e possíveis sanções.

Diferentes oficiais olímpicos começaram a chegar a Tóquio, entre eles o vice-presidente do COI, John Coates. Antes de sua chegada, várias centenas de pessoas protestaram contra os Jogos na capital japonesa.

Várias sondagens indicaram que a maioria dos japoneses se opõe à disputa dos Jogos neste verão, preferindo um um novo adiamento ou até o cancelamento do evento. Mas, com a chegada da primeira equipe olímpica - os jogadores australianos de softball - no início deste mês, há sinais de menos oposição aos Jogos.

Uma pesquisa realizada no início de junho revelou que metade da população japonesa era a favor dos Jogos. E outra publicada na segunda-feira mostrou que 64% dos entrevistados agora são a favor do evento olímpico, embora divididos entre aqueles que preferem festejá-lo à porta fechada e aqueles que privilegiam a presença limitada de espectadores.

Cerca de 84% dos atletas foram vacinados, revelou Coates ao jornal australiano Financial Review antes de partir para Tóquio. “Jamais poderemos chegar a 100%”, admitiu, especificando que atletas de alguns países asiáticos e africanos irão ao Catar para vacinar-se, enquanto os da América do Sul voarão para Miami e Houston para receber injeções patrocinadas pelo COI.

No Japão, tudo foi feito nas últimas semanas para diminuir o número de casos de COVID-19. As medidas do estado de alerta visam essencialmente a proibição do álcool em bares e restaurantes, que devem encerrar as suas atividades às 20h00.

A agência de notícias Kyodo informou na segunda-feira que o governo poderia manter algumas restrições em Tóquio durante os Jogos, o que poderia limitar o número de espectadores presentes.

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