Portugal regista esta quarta-feira mais 2.527 casos de COVID-19 e nove óbitos associados à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde o início da pandemia, morreram 18.283 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 1.112.682 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 990 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 1.054.599 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com mais novas notificações, num total de 33,6% dos diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.772 (+3), seguida do Norte com 5.622 óbitos (+2), Centro (3.215, +3) e Alentejo (1.056, =). Pelo menos 492 (+1) mortos foram registados no Algarve. Há 79 mortes (=) contabilizadas na Madeira. Nos Açores registam-se 47 (=) óbitos associados à doença.

Internamentos sobem

Em todo o território nacional, há 514 doentes internados, mais 28 do que ontem, e 75 em unidades de cuidados intensivos (UCI), menos cinco do que no dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 39.800 casos ativos da infeção em Portugal — mais 1.528 do que ontem — e 36.180 pessoas em vigilância pelas autoridades — mais 1.639 do que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 428.904 (+849), seguida da região Norte (421.726 +616), da região Centro (152.133, +620), do Algarve (45.714, +215) e do Alentejo (40.991, +140). Nos Açores existem 9.725 casos contabilizados (+44) e na Madeira 13.489 (+43).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 173,7 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes - superior aos 156,5 casos de segunda-feira - e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,17, superior ao registado há dois dias. Com estes valores, o país está fora do quadrante verde da matriz de risco, passando para uma zona de risco.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 1,17. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Imagem do boletim da DGS
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.929 (+4) registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.915, +4), entre 60 e 69 anos (1.666, +1) entre 50 e 59 anos (524, =), 40 e 49 anos (184, =) e entre 30 e 39 anos (47, =). Há ainda 13 mortes (=) registadas entre os 20 e os 29 anos, duas (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 9.574 são do sexo masculino e 8.709 do feminino.

A faixa etária entre os 20 aos 29 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 180.834 infeções (+360), seguida da faixa etária dos 40 e os 49 anos, com 178.223 (+399), e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 163.773 (+373). Logo depois, surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 151.382 infeções reportadas (+355). A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 119.137 (+240), entre os 60 e os 69 anos soma 103.216 (+241) e a com 80 ou mais anos totaliza 78.420 casos (+131). Por último, surge a faixa etária dos 0-9 anos com 71.148 infeções (+301) reportadas desde o início da pandemia.

Desde o início da pandemia, houve 515.670 homens infetados e 596.240 mulheres, sendo que se desconhece o género de 772 pessoas.

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Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Balanço mundial

A pandemia provocada pelo novo coronavírus já fez pelo menos 5.113.287 mortos em todo o mundo desde que foi notificado o primeiro caso na China no final de 2019, segundo o balanço diário da agência France-Presse (AFP). Mais de 254.298.140 pessoas foram infetadas, até à data, pelo coronavírus SAR-CoV-2 em todo o mundo, de acordo com o balanço feito pela agência noticiosa francesa até às 11h00 de hoje com base em fontes oficiais.

Na terça-feira, registaram-se 9.079 mortes e 728.779 novas infeções, segundo os números coligidos e divulgados pela agência. Os países que registaram mais mortes nas últimas 24 horas foram os Estados Unidos (2.475), Rússia (1.247) e Ucrânia (769).

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais afetado, tanto em número de mortes como de infeções, com um total de 765.913 óbitos e 47.311.015 casos, segundo os dados da Universidade Johns Hopkins. Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 611.478 mortes e 21.965.684 casos, a Índia com 464.153 mortes (34.466.598 casos), o México com 291.241 mortes (3.847.243 casos) e a Rússia com 259.084 mortes (9.182.538 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 609 mortes por 100.000 habitantes, seguido pela Bulgária (382), Bósnia (369), Montenegro (353), Macedónia do Norte (353), Hungria (335) e República Checa (295).

Em termos de regiões do mundo, América Latina e Caraíbas totalizam 1.531.443 mortes por 46.329.200 casos, Europa 1.465.142 mortes (79.300.508 casos), Ásia 885.308 mortes (56.597.605 casos), Estados Unidos e Canadá 795.299 mortes (49.064.643 casos), África 220.949 mortes (8.568.662 casos), Médio Oriente 212.083 mortes (14.151.528 casos) e Oceânia 3.063 mortes (285.994 casos).

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