Portugal regista esta quarta-feira mais 1.074 casos de COVID-19 e nove óbitos associado à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde o início da pandemia, morreram 18.180 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 1.092.666 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 1.163 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 1.042.548 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com mais novas notificações, num total de 29,8% dos diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.738 (+3), seguida do Norte com 5.599 óbitos (=), Centro (3.188, +2) e Alentejo (1.054, +1). Pelo menos 481 (+2) mortos foram registados no Algarve. Há 46 (+1) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 74 óbitos (=) associados à doença.

Internamentos sobem

Em todo o território nacional, há 384 doentes internados, mais 12 do que ontem, e 67 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais oito do que no dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 31.938 casos ativos da infeção em Portugal — menos 98 do que ontem — e 23.130 pessoas em vigilância pelas autoridades — mais 673 do que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 421.896 (+320), seguida da região Norte (416.723 +243), da região Centro (147.424, +336), do Algarve (44.154, +77) e do Alentejo (40.241, +25). Nos Açores existem 9.401 casos contabilizados (+17) e na Madeira 12.827 (+56).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 104,3 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes - superior aos 101,5 casos de segunda-feira - e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,03, inferior ao registado há dois dias. Com estes valores, o país está fora do quadrante verde da matriz de risco, passando para uma zona de risco.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 1,03. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Imagem do boletim da DGS
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.868 (+4) registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.889, +3), entre 60 e 69 anos (1.652, +1) entre 50 e 59 anos (523, =), 40 e 49 anos (183, +1) e entre 30 e 39 anos (47, =). Há ainda 13 mortes (=) registadas entre os 20 e os 29 anos, duas (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 9.533 são do sexo masculino e 8.647 do feminino.

A faixa etária entre os 20 aos 29 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 177.910 (+171) infeções, seguida da faixa etária dos 40 e os 49 anos, com 175.076 (+157), e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 160.999 (+156). Logo depois, surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 148.890 (+130) infeções reportadas.A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 117.189 (+97), entre os 60 e os 69 anos soma 101.218 (+120) e a com 80 ou mais anos totaliza 77.606 (+78) casos. Por último, surge a faixa etária dos 0-9 anos com 68.661 (+84) infeções reportadas desde o início da pandemia.

Desde o início da pandemia, houve 505.687 homens infetados e 586.229 mulheres, sendo que se desconhece o género de 750 pessoas.

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Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Balanço mundial

A pandemia de COVID-19 matou, até hoje, pelo menos 5.012.784 pessoas em todo o mundo desde que foi diagnosticado o primeiro caso, em dezembro de 2019, segundo um balanço realizado pela agência France-Presse com base em fontes oficiais. No total, 247.542.000 casos de infeção pelo coronavírus responsável pela pandemia (SARS-CoV-2) foram oficialmente diagnosticados.

Nas últimas 24 horas, registaram-se mais 8.367 mortes e 433.415 novos casos de COVID-19 em todo o mundo. Os países que registaram o maior número de óbitos nos seus relatórios mais recentes são os Estados Unidos com 1.201 mortes, a Rússia (1.189) e a Ucrânia (720).

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e de casos contabilizados desde o início da pandemia, com 748.621 mortes e 46.171.230 infeções, de acordo com o levantamento mais recente realizado pela Universidade Johns Hopkins. Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 608.071 mortes e 21.821.124 casos, a Índia com 459.191 óbitos (34.308.140 casos), o México com 288.733 mortes (3.811.793 casos) e a Rússia com 242.060 óbitos (8.633.643 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que regista o maior número de mortes em relação à sua população, com 607 mortes por cada 100.000 habitantes, seguido pela Bósnia-Herzegovina (355), Bulgária (350), Macedónia do Norte (344), Montenegro (336) e Hungria (320).

A América Latina e Caraíbas totalizaram até hoje às 11:00 TMG (a mesma hora em Lisboa) 1.522.161 mortes em 45.965.120 casos, a Europa 1.408.593 mortes (74.982.667 casos), a Ásia 873.696 mortes (55.955.125 casos), os Estados Unidos e Canadá 777.633 mortes (47.889.315 casos), a África 218.577 mortes (8.510.056 casos), o Médio Oriente 209.281 mortes (13.977.936 casos) e a Oceânia 2.843 mortes (261.785 casos).

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