Portugal regista esta quinta-feira mais 1.382 casos de COVID-19 e quatro óbitos associado à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde o início da pandemia, morreram 18.184 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 1.094.048 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 836 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 1.043.384 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com mais novas notificações, num total de 39,36% dos diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.742 (+4), seguida do Norte com 5.599 óbitos (=), Centro (3.188, = ) e Alentejo (1.054, =). Pelo menos 481 (=) mortos foram registados no Algarve. Há 74 mortes (=) contabilizadas na Madeira. Nos Açores registam-se 46 (=) óbitos associados à doença.

Internamentos descem

Em todo o território nacional, há 357 doentes internados, menos 27 do que ontem, e 73 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais seis do que no dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 32.480 casos ativos da infeção em Portugal — mais 542 do que ontem — e 23.028 pessoas em vigilância pelas autoridades — menos 102 do que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 422.440 (+544), seguida da região Norte (417.061 +338), da região Centro (147.761, +337), do Algarve (44.230, +76) e do Alentejo (40.273, +32). Nos Açores existem 9.421 casos contabilizados (+20) e na Madeira 12.862 (+35).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 104,3 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,03. Com estes valores, o país está fora do quadrante verde da matriz de risco, passando para uma zona de risco.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 1,03. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Imagem do boletim da DGS
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.870 (+2) registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.891, +2), entre 60 e 69 anos (1.652, =) entre 50 e 59 anos (523, =), 40 e 49 anos (183, =) e entre 30 e 39 anos (47, =). Há ainda 13 mortes (=) registadas entre os 20 e os 29 anos, duas (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 9.534 são do sexo masculino e 8.650 do feminino.

A faixa etária entre os 20 aos 29 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 178.128 (+218) infeções, seguida da faixa etária dos 40 e os 49 anos, com 175.309 (+233), e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 161.170 (+171). Logo depois, surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 149.064 (+174) infeções reportadas. A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 117.335 (+146), entre os 60 e os 69 anos soma 101.334 (+116) e a com 80 ou mais anos totaliza 77.671 (+6) casos. Por último, surge a faixa etária dos 0-9 anos com 68.832 (+171) infeções reportadas desde o início da pandemia.

Desde o início da pandemia, houve 506.388 homens infetados e 586.910 mulheres, sendo que se desconhece o género de 750 pessoas.

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Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Balanço mundial

A pandemia provocada pelo novo coronavírus já fez pelo menos 5.020.845 mortos em todo o mundo desde que foi notificado o primeiro caso na China, segundo o balanço diário da agência France-Presse (AFP). Mais de 248.038.900 pessoas foram infetadas, até à data, pelo novo coronavírus em todo o mundo, segundo o balanço da AFP feito com base em fontes oficiais.

Na quarta-feira, registaram-se 8.827 mortes e 487.396 novas infeções, de acordo com os números coligidos e divulgados pela agência. Os países que registaram mais mortes nas últimas 24 horas foram os Estados Unidos (2.183), Rússia (1.195) e Ucrânia (699).

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais afetado, tanto em número de mortes como de infeções, com um total de 750.431 óbitos e 46.253.681 casos, segundo os dados da universidade Johns Hopkins.Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 608.235 mortes e 21.835.785 casos, a Índia com 459.652 mortes (34.321.025 casos), o México com 288.887 mortes (3.814.453 casos) e a Rússia com 243.255 mortes (8.673.860 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que regista o maior número de mortes em relação à sua população, com 608 mortes por cada 100.000 habitantes, seguido pela Bósnia (356), Bulgária (352), Macedónia do Norte (345), Montenegro (337) e Hungria (321).

Em termos de regiões do mundo, a América Latina e Caraíbas contabiliza até hoje às 11:00 TMG (a mesma hora em Lisboa) um total de 1.522.712 mortes para 45.993.436 casos, a Europa 1.412.899 mortes (75.314.180 casos), a Ásia 874.772 mortes (55.994.537 casos), os Estados Unidos e Canadá 779.472 mortes (47.973.324 casos), a África 218.760 mortes (8.515.482 casos), o Médio Oriente 209.368 mortes (13.983.939 casos) e a Oceânia 2.862 mortes (264.008 casos).

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