“Deve estabelecer-se negociações para criar dois novos instrumentos de proteção e uso sustentáveis do ambiente marinho: um acordo juridicamente vinculativo sobre conservação e uso sustentável da biodiversidade marinha em áreas além da jurisdição nacional e um instrumento global para reduzir a poluição plástica, inclusive no ambiente marinho”, propôs Joaquim Leite.

O ministro do Ambiente brasileiro falava na sessão plenária da segunda Conferências dos Oceanos das Nações Unidas, a decorrer em Lisboa.

O governante apontou que “as oportunidades na economia azul são inúmeras”, pelo que “a regulação apropriada, tanto a nível nacional como internacional, deve ser prioridade”.

“O lixo no mar, especialmente o plástico, é um grave problema ambiental, que a comunidade internacional finalmente começou a reconhecer e a estabelecer mecanismos para enfrentar”, assinalou o ministro brasileiro.

O Brasil, recordou, conta com uma “imensa costa”, com uma extensão de quase 11 mil quilómetros, e a sua área marinha tem 5.7 milhões de quilómetros quadrados, e 27% das áreas reconhecidas são protegidas.

Joaquim Leite enumerou depois vários projetos do Governo brasileiro na proteção do ambiente, afirmando que o país é “pioneiro na transição elétrica”, com 85% da produção de energia oriunda de fontes renováveis.

“A importância dos oceanos não pode ser menosprezada, seja nos aspetos ambientais, económicos ou sociais. Vamos incentivar, apoiar e priorizar projetos azuis, voltados para o meio ambiente marinho, para que promovam soluções lucrativas para os empreendedores, para as pessoas e para a natureza, mostrando ao mundo que o futuro azul está aqui, no Brasil”, afirmou.

O governante iniciou a sua intervenção reiterando a preocupação do Brasil com o conflito na Ucrânia: “Temos defendido de forma equilibrada o cessar-fogo imediato, a proteção dos civis e a solução negociada por vias diplomáticas”.

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