“Nós estamos a pensar que entre a primeira e segunda semana de julho estaremos a fazer a terceira ronda de vacinação contra a pólio em todo o país”, disse aquele responsável, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

“Aquelas crianças que se vacinaram na primeira e segunda ronda terão a oportunidade de fazer uma terceira dose da vacina”, sublinhou Quinhas Fernandes.

Por outro lado, será a primeira vez que a vacinação vai abranger a região sul de Moçambique (províncias de Gaza, Inhambane e Maputo).

A primeira ronda foi lançada em março, depois de detetados casos de poliomielite no vizinho Maláui, e a segunda fase foi lançada em abril, totalizando 4,2 milhões de crianças abrangidas.

Entretanto, um caso de pólio foi confirmado na última semana em Tete, província do interior centro de Moçambique que faz fronteira com o Maláui.

A análise de sequenciamento genómico permitiu associar a infeção a uma variante que circulava no Paquistão em 2019, tal como aconteceu com o caso relatado pelo Maláui em fevereiro.

Por isso mesmo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) esclarece que os dois casos não afetam a certificação que declara África livre do poliovírus selvagem (desde agosto de 2020), porque a variante do vírus não é nativa.

Globalmente, o poliovírus selvagem é endémico no Afeganistão e no Paquistão.

A poliomielite é uma doença infecciosa sem cura que afeta sobretudo as crianças com menos de cinco anos e que só pode ser prevenida com a vacina.

Nalguns casos, pode provocar paralisia de membros.

“As crianças em todo o mundo continuam em risco de poliomielite selvagem se o vírus não for erradicado nas últimas áreas em que ainda circula”, conclui a OMS.

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