
Amanhã, dia 31 de agosto, marca-se o 28.º aniversário da morte da princesa Diana na sequência de um trágico acidente de automóvel, em Paris.
O jornalista real Dickie Arbiter, que chegou a trabalhar com a família real enquanto assessor de imprensa, escreveu no seu livro de memórias - 'On Duty With The Queen' - os dias "surreais" que se seguiram após a morte da princesa, de 36 anos.
Arbiter conta que foi acordado de madrugada com a notícia que a mãe dos príncipes William e Harry e o namorado, o milionário Dodi Al-Fayed, tinham estado envolvidos num grave acidente de carro.
Apesar de saber das suas responsabilidades, o comunicador confessa que "mal conseguiu ver" as notícias que estavam a ser transmitidas no dia. "Estava horrorizado e tomado por um sentimento assoberbante de perda", realçou.
Este ainda descreveu que nas primeiras horas do dia seguinte, os oficiais do palácio perceberam que não existiam planos para o funeral de Diana. "Ela era tão nova e talvez não fosse visto como uma prioridade", escreveu no seu livro.
Contudo, colocou-se um outro problema. Como Diana já se tinha divorciado de Carlos, príncipe de Gales na altura, "não era, em teoria, considerada como um membro da família real".
No meio desta confusão, o ator notou que a "prioridade" passou a ser decidir que tipo de funeral é que Lady Di iria ter.
Ora, a decisão não foi tomada pela rainha Isabel II, mas pelo irmão de Diana, Charles, conde de Spencer.
"Às 10h tivemos o veredicto do conde", escreveu. "Embora não fosse tecnicamente um assunto real, ele decidiu que enquanto mãe do futuro rei e por ser uma figura popular mundialmente, a sua irmã deveria ter um funeral de realeza", sublinha.
Arbiter lembra ainda o discurso "inflamatório" que o conde de Spencer fez, acusando os paparazzi e jornalistas de uma "caça".
Para o antigo assessor de imprensa do palácio, o discurso foi "ultrajante" e "imperdoável" de várias perspetivas. "Não era o momento nem o lugar para tal ação, especialmente considerando que os filhos de Diana estavam presentes".
Recorde-se que a morte da eterna princesa do povo aconteceu enquanto a esta e o namorado, o empresário egípcio Dodi Fayed, estavam a ser perseguidos por jornalistas e paparazzi depois de saírem do hotel Ritz, onde jantaram naquela noite.
O automóvel, que seguia em alta velocidade, acabou por embater contra uma coluna num túnel perto da Pont de l'Alma, na margem do rio Sena. Tanto Fayed como o motorista tinham elevados níveis de álcool no sangue. O único sobrevivente foi o segurança do empresário que ficou gravemente ferido.
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