Portugal regista esta sexta-feira mais 2.371 casos de COVID-19 e cinco óbitos associados à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde o início da pandemia, morreram 18.300 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 1.117.451 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 1.230 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 1.056.880 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com mais novas notificações, num total de 38% dos diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.776 (+1), seguida do Norte com 5.625 óbitos (+1), Centro (3.220, +2) e Alentejo (1.056, =). Pelo menos 496 (=) mortos foram registados no Algarve. Há 80 mortes (+1) contabilizadas na Madeira. Nos Açores registam-se 47 (=) óbitos associados à doença.

Internamentos sobem

Em todo o território nacional, há 528 doentes internados, mais cinco do que ontem, e 79 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais sete do que no dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 42.271 casos ativos da infeção em Portugal — mais 1.136 do que ontem — e 40.713 pessoas em vigilância pelas autoridades — mais 2.628 do que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 430.577 (+900), seguida da região Norte (423.000 +592), da região Centro (153.112, +458), do Algarve (46.167, +225) e do Alentejo (41.180, +91). Nos Açores existem 9.797 casos contabilizados (+42) e na Madeira 13.618 (+63).

Marvão, Mora, Murça, Pampilhosa da Serra e Alpiarça são os concelhos do país com maior incidência de casos nos últimos 14 dias.

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 191,2 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes - superior aos 173,7 casos de quarta-feira - e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,17, igual ao registado há dois dias. Com estes valores, o país está fora do quadrante verde da matriz de risco, passando para uma zona de risco.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 1,18. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Imagem do boletim da DGS
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.940 (+3) registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.920, +2), entre 60 e 69 anos (1.667, =) entre 50 e 59 anos (524, =), 40 e 49 anos (184, =) e entre 30 e 39 anos (47, =). Há ainda 13 mortes (=) registadas entre os 20 e os 29 anos, duas (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 9.582 são do sexo masculino e 8.718 do feminino.

A faixa etária entre os 20 aos 29 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 181.472 infeções (+349), seguida da faixa etária dos 40 e os 49 anos, com 178.990 (+394), e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 164.428 (+319). Logo depois, surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 151.978 infeções reportadas (+286). A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 119.559 (+201), entre os 60 e os 69 anos soma 103.690 (+217) e a com 80 ou mais anos totaliza 78.569 casos (+79). Por último, surge a faixa etária dos 0-9 anos com 71.798 infeções (+326) reportadas desde o início da pandemia.

Desde o início da pandemia, houve 517.996 homens infetados e 598.686 mulheres, sendo que se desconhece o género de 769 pessoas.

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Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Balanço mundial

A pandemia provocada pelo novo coronavírus já fez pelo menos 5.130.627 mortos em todo o mundo desde que foi notificado o primeiro caso no final de 2019 na China, segundo o balanço diário da agência France-Press. Mais de 255.488.020 pessoas foram infetadas pelo SARS-CoV-2 em todo o mundo, indica o balanço realizado hoje com base em fontes oficiais.

Na quinta-feira, registaram-se 8.265 mortes e 585.392 infeções, segundo os números coligidos e divulgados pela AFP. Os países que registaram mais mortes nesse dia foram os Estados Unidos (1.279), Rússia (1.254) e Ucrânia (725).

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais afetado, tanto em número de mortes como de infeções, com um total de 768.697 mortes e 47.531.381 casos, segundo os dados da Universidade Johns Hopkins. Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 612.144 mortes e 21.989.962 casos, a Índia com 465.082 mortes (34.489.623 casos), o México com 291.929 mortes (3.854.994 casos) e a Rússia com 261.589 mortos (9.257.068 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que apresenta o maior número de mortes em relação à sua população, com 609 mortes por 100.000 habitantes, seguido pela Bulgária (386), Bósnia (371), Montenegro (355), Macedónia do Norte (355), Hungria (338) e República Checa (297).

Em termos de regiões do mundo, América Latina e Caraíbas totalizam 1.533.286 mortes para 46.389.734 casos, Europa 1.474.959 mortes (80.087.911 casos), Ásia 887.407 mortes (56.679.169 casos), Estados Unidos e Canadá 798.136 mortes (49.289.678 casos), África 221.248 mortes (8.575.597 casos), Médio Oriente 212.465 mortes (14.176.627 casos) e Oceânia 3.126 mortes (289.305 casos).

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