Portugal regista esta quarta-feira mais 52.549 casos de COVID-19 - um novo recorde - e 33 óbitos associados à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde março de 2020, morreram 19.413 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 2.003.169 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 28.825 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 1.627.279 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região Norte é a área do país com mais novas notificações, num total de 42,7% dos diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 8.189 (+15), seguida do Norte com 5.893 óbitos (+10), Centro (3.419, +5) e Alentejo (1.104, +1). Pelo menos 609 (=) mortos foram registados no Algarve. Há 143 mortes (+1) contabilizadas na Madeira. Nos Açores registam-se 56 (+1) óbitos associados à doença.

Internamentos a subir

Em todo o território nacional, há 1.959 doentes internados, mais quatro face ao valor de ontem, e 153 em unidades de cuidados intensivos (UCI), menos sete em relação ao dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 356.477 casos ativos da infeção em Portugal — mais 23.691 do que ontem — e 359.893 pessoas em vigilância pelas autoridades — mais 34.939 do que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 781.628 (+16.192), seguida da região Norte (740.291 +22.455), da região Centro (267.833 +7.744), do Algarve (77.262, +1.960) e do Alentejo (66.326 +1.502).

Nos Açores existem 19.666 casos contabilizados (+831) e na Madeira 50.163 (+1.865).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência superior a 4.490,9 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes - mais do que os 3.840 casos de segunda-feira - e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,11, inferior aos 1,13 desse dia. Com estes valores, o país mantém-se fora da zona de segurança da matriz de risco.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 1,10. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Imagem do boletim da DGS
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 12.552 registadas (+16) desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (4.226, +11), entre 60 e 69 anos (1.785, +4) entre 50 e 59 anos (576, +2), 40 e 49 anos (199, =) e entre 30 e 39 anos (51, =). Há ainda 18 mortes registadas (=) entre os 20 e os 29 anos, três (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 10.217 são do sexo masculino e 9.196 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 340.893 infeções (+9.454), seguida da faixa etária dos 20 aos 29 anos, com 333.727 (+6.774), e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 309.940 (+8.514). Logo depois, surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 272.444 reportadas (+5.452). A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 228.427 (+14.509), entre os 60 e os 69 anos soma 168.618 (+2.668) e a dos 0-9 anos tem 155.051 infeções reportadas (+9.210) desde o início da pandemia. Por último, surge a faixa etária dos 70 aos 79 anos, que totaliza infeções 98.304 (+1.509) e dos 80 ou mais anos, com 95.765 casos (+876).

Desde o início da pandemia, houve 940.300 homens infetados e 1.060.785 mulheres, sendo que se desconhece o género de 2.084 pessoas.

Vídeo - O que é que as vacinas têm feito por nós?

Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Ómicron com prevalência de 93% e detetada outra linhagem em Portugal

A variante Ómicron do coronavírus SARS-CoV-2 é responsável por 93% das infeções em Portugal e uma outra linhagem foi detetada com características genéticas semelhantes, anunciou o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA). “Desde 6 de dezembro, tem-se verificado um elevado crescimento na proporção de casos prováveis da variante Ómicron, tendo atingido uma proporção estimada máxima (93%) entre os dias 7-9 de janeiro”, refere o relatório do INSA sobre a diversidade genética do SARS-CoV-2, que provoca a covid-19.

Segundo o documento, aquando da identificação da Ómicron (BA.1) em meados de novembro de 2021, foi detetada uma outra linhagem (BA.2) com várias características genéticas semelhantes entre si e que apresentam um “excesso” de mutações na proteína `spike´, muitas delas partilhadas.

De acordo com o INSA, a linhagem BA.2 já foi detetada em vários países, destacando-se a sua crescente proporção entre as sequências genómicas reportadas recentemente pelo Reino Unido e Dinamarca.

A monitorização em tempo-real da falha na deteção do gene S (SGTF – S gene target failure) é um dos critérios laboratoriais utilizados para identificar casos suspeitos de variante Ómicron.

Tendo em conta o decréscimo de cerca de 10% na proporção de amostras positivas SGTF na última semana em Portugal e a “recente emergência da linhagem BA.2” em vários países, o INSA solicitou ao laboratório Unilabs a pesquisa dirigida de mutações num conjunto de amostras positivas sem perfil SGTF que tinham sido identificadas naquele laboratório.

“Estes ensaios preliminares revelaram perfis mutacionais compatíveis com a linhagem BA.2, sugerindo que o decréscimo na proporção de amostras positivas SGTF poderá dever-se, pelo menos parcialmente, a um aumento de circulação desta linhagem em Portugal”, avança o relatório.

A linhagem BA.2 foi já detetada em amostragens aleatórias por sequenciação de 27 de dezembro a 2 de janeiro, representando pelo menos uma introdução no Algarve.

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