Portugal regista esta quinta-feira mais 1.477 casos de COVID-19 e nove óbitos associado à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde o início da pandemia, morreram 18.231 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 1.102.438 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 746 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 1.048.957 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com mais novas notificações, num total de 37,2% dos diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.758 (+3), seguida do Norte com 5.614 óbitos (+3), Centro (3.195, +1) e Alentejo (1.056, =). Pelo menos 486, +2) mortos foram registados no Algarve. Há 76 mortes (=) contabilizadas na Madeira. Nos Açores registam-se 46 (=) óbitos associados à doença.

Internamentos sobem

Em todo o território nacional, há 383 doentes internados, mais três do que ontem, e 64 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais dois do que no dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 35.250 casos ativos da infeção em Portugal — mais 722 do que ontem — e 26.920 pessoas em vigilância pelas autoridades — mais 969 do que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 425.401 (+549), seguida da região Norte (419.118 +322), da região Centro (149.795, +365), do Algarve (44.847, +118) e do Alentejo (40.585, +74). Nos Açores existem 9.539 casos contabilizados (+5) e na Madeira 13.153 (+44).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 116,9 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,08. Com estes valores, o país está fora do quadrante verde da matriz de risco, passando para uma zona de risco.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 1,08. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Imagem do boletim da DGS
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.897 (+5) registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.904, +3), entre 60 e 69 anos (1.658, +1) entre 50 e 59 anos (523, =), 40 e 49 anos (184) e entre 30 e 39 anos (47, =). Há ainda 13 mortes (=) registadas entre os 20 e os 29 anos, duas (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 9.553 são do sexo masculino e 8.678 do feminino.

A faixa etária entre os 20 aos 29 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 179.392 infeções (+202), seguida da faixa etária dos 40 e os 49 anos, com 176.618 (+229), e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 162.337 (+201). Logo depois, surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 150.036 infeções reportadas (+166). A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 118.167 (+135), entre os 60 e os 69 anos soma 102.172 (+146) e a com 80 ou mais anos totaliza 78.056 casos (+67). Por último, surge a faixa etária dos 0-9 anos com 69.857 infeções reportadas (+216) desde o início da pandemia.

Desde o início da pandemia, houve 510.554 homens infetados e 591.131 mulheres, sendo que se desconhece o género de 753 pessoas.

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Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Balanço mundial

A pandemia provocada pelo novo coronavírus já fez pelo menos 5.071.273 mortos em todo o mundo desde que foi notificado o primeiro caso na China no final de 2019, segundo o balanço diário da agência France-Presse (AFP). Mais de 251.370.630 pessoas foram infetadas, até à data, pelo novo coronavírus em todo o mundo, de acordo com o balanço com base em fontes oficiais.

Na quarta-feira, registaram-se 8.598 mortes e 539.099 novas infeções, indicam os números coligidos e divulgados pela agência francesa. Os países que registaram mais mortes nas últimas 24 horas foram os Estados Unidos (1.640), Rússia (1.237) e Ucrânia (651).

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais afetado, tanto em número de mortes como de infeções, com um total de 759.060 óbitos e 46.792.081 casos, segundo os dados da Universidade Johns Hopkins. Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 610.036 mortes e 21.909.298 casos, Índia com 462.189 mortes (34.401.670 casos), México com 290.374 mortes (3.834.815 casos) e Rússia com 251.691 mortes (8.952.472 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que regista o maior número de mortes em relação à sua população, com 608 mortes por cada 100.000 habitantes, seguido pela Bulgária (368), Bósnia (362), Macedónia do Norte (349), Montenegro (347) Hungria (327) e República Checa (292).

Em termos de regiões do mundo, América Latina e Caraíbas totalizam 1.527.769 mortes para 46.180.097 casos, Europa 1.441.170 mortes (77.433.544 casos), Ásia 880.114 mortes (56.322.651 casos), Estados Unidos e Canadá 788.277 mortes (48.529.470 casos), África 220.043 mortes (8.548.896 casos), Médio Oriente 210.916 mortes (14.079.664 casos) e Oceânia 2.984 mortes (276.311 casos).

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