Portugal regista esta quarta-feira mais 1.350 casos de COVID-19, o número diário mais alto desde fevereiro, e seis óbitos associados à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje. Desde 24 de fevereiro, quando se registaram 1.480 contágios, que o número de novos casos de infeção não era tão alto.

Desde o início da pandemia, morreram 17.055 pessoas com a doença em Portugal e foram identificados 860.395 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 589 casos de recuperação. Ao todo há 817.092 doentes recuperados da doença em território nacional desde março de 2020.

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A região de Lisboa e Vale do Tejo, com 928 novos infetados, é a área do país com mais novas notificações, com 69% do total de diagnósticos.

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.233 (+6), seguida do Norte com 5.360 óbitos (=), Centro (3.025, =) e Alentejo (971, =). Pelo menos 364 (=) mortos foram registadas no Algarve.

Há 33 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se 69 óbitos (=) associados à doença.

Internamentos sobem

Em todo o território nacional, há 351 doentes internados, mais cinco do que ontem, e 83 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais quatro do que na terça-feira.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 26.248 casos ativos da infeção em Portugal — mais 755 que ontem — e 32.287 pessoas em vigilância pelas autoridades — mais 82 que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região Norte é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 342.810 (+199), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (327.969, +928), da região Centro (120.691, +85), do Alentejo (30.500, +30) e do Algarve (22.779, +90).

Nos Açores existem 5.843 casos contabilizados (+16) e na Madeira 9.803 (+2).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 91,0 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes — uma subida face aos 84,5 de segunda-feira — e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,12 (superior ao valor de há dois dias — 1,09).

No território continental, o R(t) subiu para 1,13. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Matriz de risco da DGS
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Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.198 (+3) registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.638, +3), entre 60 e 69 anos (1.536, =), entre 50 e 59 anos (467, =), 40 e 49 anos (155, =) e entre 30 e 39 anos (44, =). Há ainda 12 mortes registadas entre os 20 e os 29 anos (=), duas entre os 10 e os 19 anos (=) e duas entre os 0 e os 9 anos (=).

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 8.956 são do sexo masculino e 8.099 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 143.044 (+220) casos, seguida da faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 127.196 (+137) casos, e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 124.236 (+234). Logo depois surge a faixa etária dos 20 aos 29 anos, com 124.151 (+316) infeções.

Desde o início da pandemia, houve 391.437 homens infetados e 468.559 mulheres, sendo que se desconhece o género de 399 pessoas.

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Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Último balanço mundial da AFP

A pandemia do novo coronavírus fez pelo menos 3.824.885 mortos em todo o mundo desde que a doença foi detetada na China em finais de dezembro de 2019, de acordo com o balanço da France-Presse Mais de 176.566.650 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia.

De acordo com o relatório epidemiológico semanal da Organização Mundial de Saúde (OMS), as infeções globais por COVID-19 caíram 12% na última semana, com mais de 2,6 milhões de novos casos, a menor incidência semanal registada desde fevereiro. Todas as regiões baixaram em número de casos, exceto África, que registou um aumento de 44% nos últimos sete dias, assim como um aumento de 20% no número de mortes.

A OMS estima, tendo em conta a mortalidade direta ou indireta relacionada com a covid-19, que o balanço da pandemia pode ser duas ou três vezes mais elevado do que é oficialmente recenseado.Uma parte relevante dos casos menos graves ou assintomáticos continua por detetar, apesar de os meios de despistagem terem sido incrementados em muitos países em todo o mundo.

Segundo o balanço da AFP, na terça-feira morreram 10.607 pessoas por SARS CoV-2 e contabilizaram-se 374.411 casos, a nível global. Os países que registaram mais mortes por COVID-19 nos últimos balanços foram a Índia com 2.542 óbitos, o Brasil (2.468) e a Colômbia (599).

Os Estados Unidos são o país mais afetado tanto em número de mortos como no número de infeções, com 600.285 óbitos e 33.486.101 infeções, de acordo com a contagem da universidade Johns Hopkins. Depois dos Estados Unidos, os países mais atingidos pela doença são o Brasil com 490.696 mortos e 17.533.221 casos, Índia com 379.573 óbitos (29.633.105 casos), o México com 230.428 mortos (2.459.601 infeções) e o Peru com 189.261 mortos (2.007.477 casos).

Entre os países mais duramente atingidos, o Peru é o que lamenta o maior número de mortos tendo em conta a população, com 574 mortos por 100 mil habitantes, seguido pela Hungria (310), a Bósnia (291), a República Checa (283) e a Macedónia do Norte (263).

A América Latina e as Caraíbas totalizam 1.227.666 mortos e 35.290.967 casos, a Europa com 1.153.484 mortos (53.705.882 casos), os Estados Unidos e o Canadá com 626.247 mortos (34.889.794 casos), a Ásia com 544.061 mortos (38.590.188 casos), o Médio Oriente com 146.799 mortos (8.957.414 infetados), África com 135.520 mortos (5.081.711 casos) e a Oceânia com 1.108 mortos (50.703 casos).

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