"Atualmente há zero casos de Ébola na RDC após mais de um ano de luta contra a epidemia", anunciou a diretora da Organização Mundial de Saúde (OMS) para África, Matshidiso Moeti, na rede social Twitter.
Matshidiso Moeti, que partilhou o vídeo da saída do doente do centro de tratamento de Beni, expressou o seu orgulho de "todos os envolvidos na resposta" à epidemia de Ébola, declarada em 2018.
"Estamos esperançados, mas cautelosamente otimistas que, em breve, poderemos declarar o fim da epidemia", acrescentou.
A OMS África adiantou ainda que continuará em modo de resposta total durante o período de observação.
De acordo com David Gressly, coordenador das Nações Unidas para a resposta ao Ébola, não há casos confirmados de infeções nas últimas duas semanas e nos últimos 21 dias apenas se registaram dois.
Desde que foi declarada a epidemia, em agosto de 2018, e até 01 de março, foram registados 3.444 casos de infeção pelo vírus do Ébola, 3.310 confirmados em laboratório.
A doença causou 2.264 mortes (2.130 confirmadas e 134 prováveis) e 1.168 pessoas que se curaram.
Existem atualmente 350 casos suspeitos em investigação.
Em 01 de março não havia nenhum caso confirmado da doença pelo 13.º dia consecutivo.
Esta epidemia é a segunda mais mortífera de Ébola de que há registo, sendo apenas ultrapassada pela que atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016 e que matou mais de 11.300 pessoas.
O Ébola transmite-se pelo contacto com fluidos corporais infetados e a rapidez do tratamento é determinante para as possibilidades de sobrevivência, sendo que a sua taxa de mortalidade alcança os 90%, caso não seja tratado a tempo.
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