Apesar de a pandemia registar uma queda consistente desde junho em solo brasileiro, com mortes, infeções e ocupações hospitalares em níveis semelhantes aos do início pandémico, as prefeituras temem um recrudescimento da covid-19, semelhante ao que tem acontecido em alguns países europeus, e decidiram não realizar o evento festivo em 2022, pelo segundo ano consecutivo.

Os gestores municipais receiam que as aglomerações próprias da folia gerem uma nova vaga de infeções, e, consequentemente, façam elevar o número de casos e óbitos.

De acordo com o portal de notícias G1, outra justificação dada pelas autarquias é a situação económica de alguns municípios, alegando não terem verbas suficientes para fazer a festa.

Na cidade de Sorocaba, a prefeitura comunicou às escolas de samba que não disponibilizará recursos públicos para a festa, mas as associações sambistas estão a organizar-se para fazer um Carnaval paralelo, permitido pela gestão municipal, numa situação que se deverá replicar em outros municípios.

Já na cidade São Paulo, capital estadual, o cronograma permanece intacto, sendo que a prefeitura já recebeu 867 inscrições para desfiles de blocos de rua.

O Brasil, um dos países mais atingidos pelo novo coronavírus, com mais de 612 mil mortes e 22 milhões de infeções, teve que cancelar o seu famoso Carnaval em 2021 por causa da pandemia.

Já no Rio de Janeiro, que acolhe o Carnaval mais icónico do Brasil, o regresso da folia em 2022 já está em preparação com a inscrição de mais de 500 desfiles de rua.

Os desfiles das escolas de samba foram realizados pela última vez em 2020, antes de a covid-19 se ter espalhado por todo o Brasil.

A grandiosa festa está programada para acontecer entre 25 de fevereiro e 05 de março do próximo ano, desde que o cenário epidemiológico da pandemia o permita e os órgãos de saúde aprovem a sua realização.

A mundialmente famosa festa ‘carioca’, cujo primeiro baile de Carnaval aconteceu em 1840, estava marcada para março deste ano, época em que o país passava pela segunda vaga do vírus e com uma vacinação incipiente que não permitiu a celebração.

O Carnaval do Rio de Janeiro só havia sido adiado duas vezes na sua história: em 1892, quando as autoridades alegaram que era mais saudável realizá-lo em junho (no inverno austral), e em 1912, quando da morte do popular Barão do Rio Branco desencadeou uma comoção nacional e uma semana de luto.

Segundo dados divulgados pela Riotur, empresa de turismo do município, mais de 10 milhões de pessoas circularam pelas ruas do Rio de Janeiro durante o Carnaval de 2020, número nunca antes visto na capital carioca.

A covid-19 provocou pelo menos 5.156.563 mortes em todo o mundo, entre mais de 257,51 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

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