É um dos maiores cantores franceses, mudou-se para Portugal por razões fiscais no outono de 2017 e, passados quatro anos, continua a ser alvo de críticas e ameaças. Em entrevista à revista Femme Actuelle, o cantor, compositor, instrumentista e ator de 59 anos, que mantém a residência em França apesar de viver a maior parte do ano na Patagónia, voltou a abordar publicamente o assunto, revelando que o presidente da república francês, Emmanuel Macron, chegou a confrontá-lo com a decisão em privado.

"Quando há uma questão que lhe suscita dúvidas, ele não desiste e, até estar esclarecido, questiona toda a gente. Eu não fui exceção", revela o intérprete de "Savoir aimer", um apaixonado pelo mosteiro dos Jerónimos e pelos Açores. "Na altura, expliquei-lhe que, quando cantava em território francês, toda a minha atividade profissional era tributada em França. É aqui que pago os meus impostos. Portugal abrange apenas os direitos de autor que recebo pelos discos que gravo", justificou o polémico cantor e compositor.

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"Por causa da quebra que o mercado [discográfico] tem vindo a registar, esses ganhos também já não são o que eram", tinha lamentado publicamente o artista, o ano passado, numa das páginas da autobriografia que lançou, "Florent Pagny - Portrait d'un éternel rebelle". Na entrevista que concedeu à revista Femme Actuelle, o jurado de "The Voice - La Plus Belle Voix" defendeu a legalização da canábis, outro dos assuntos que chegou a abordar com Emmanuel Macron. "Como ele é novo, achei que ele poderia ser mais compreensivo, mas ele disse-me que, em França, seria difícil", confidencia o ex-namorado da cantora, compositora e atriz Vanessa Paradis, com quem namorou entre 1988 e 1991.

"É uma pena... Há, no entanto, que reconhecer os benefícios do uso terapêutico da canábis e até os impactos que essa legalização teria na pequena marginalidade", voltou a insistir o artista, sem medo de voltar a ser fortemente criticado, como sucedeu em 2017 na sequência de uma outra entrevista. "A legalização permitiria fazer entrar mais dinheiro nos cofres estatais, levaria a uma redução da pequena delinquência e faria com que parasse a diabolização que ainda existe", disse, na altura, o intérprete de "Je trace".

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