Portugal regista esta sexta-feira mais 1.751 casos de COVID-19 e três óbitos associados à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde o início da pandemia, morreram 18.234 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 1.104.189 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 774 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 1.049.731 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com mais novas notificações, num total de 31,4% dos diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 7.759 (+1), seguida do Norte com 5.614 óbitos (=), Centro (3.195, =) e Alentejo (1.056, =). Pelo menos 487, (+1) mortos foram registados no Algarve. Há 76 mortes (=) contabilizadas na Madeira. Nos Açores registam-se 47 (+1) óbitos associados à doença.

Internamentos sobem

Em todo o território nacional, há 411 doentes internados, mais 28 do que ontem, e 65 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais um do que no dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 36.224 casos ativos da infeção em Portugal — mais 974 do que ontem — e 29.618 pessoas em vigilância pelas autoridades — mais 2698 do que no dia anterior.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 425.950 (+549), seguida da região Norte (419.590 +472), da região Centro (150.256, +461), do Algarve (44.960, +113) e do Alentejo (40.645, +60). Nos Açores existem 9.578 casos contabilizados (+39) e na Madeira 13.210 (+57).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência de 134,2 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes - superior aos 125,4 casos de quarta-feira - e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 1,15, superior ao registado há dois dias. Com estes valores, o país está fora do quadrante verde da matriz de risco, passando para uma zona de risco.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 1,15. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Imagem do boletim da DGS
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 11.898 (+1) registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (3.905, +1), entre 60 e 69 anos (1.658, =) entre 50 e 59 anos (524, +1), 40 e 49 anos (184) e entre 30 e 39 anos (47, =). Há ainda 13 mortes (=) registadas entre os 20 e os 29 anos, duas (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 9.553 são do sexo masculino e 8.681 do feminino.

A faixa etária entre os 20 aos 29 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 179.661 infeções (+269), seguida da faixa etária dos 40 e os 49 anos, com 176.879 (+261), e da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 162.582 (+245). Logo depois, surge a faixa etária entre os 50 e os 59 anos, com 150.258 infeções reportadas (+222).  A faixa etária entre os 10 e os 19 anos tem 118.340 (+173), entre os 60 e os 69 anos soma 102.344 (+172) e a com 80 ou mais anos totaliza 78.117 casos (+61). Por último, surge a faixa etária dos 0-9 anos com 70.081 infeções reportadas (+225) desde o início da pandemia.

Desde o início da pandemia, houve 511.449 homens infetados e 591.985 mulheres, sendo que se desconhece o género de 755 pessoas.

Vídeo - SARS-CoV-2: porquê manter dois metros de distância?

Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Balanço mundial

A pandemia provocada pelo novo coronavírus já causou pelo menos 5.078.208 mortos em todo o mundo desde que foi notificado o primeiro caso na China em dezembro de 2019, segundo o balanço diário da agência France-Presse. Mais de 251.869.080 pessoas foram infetadas pelo SARS-CoV-2 em todo o mundo, indica o balanço até às 11:00, com base em fontes oficiais.

Na quinta-feira, registaram-se 7.136 mortes e 512.227 novas infeções, segundo os números coligidos e divulgados pela AFP. Os países que registaram mais mortes nesse dia foram a Rússia (1.235), Estados Unidos (815) e Ucrânia (750).

Os Estados Unidos continuam a ser o país mais afetado, tanto em número de mortes como de infeções, com um total de 759.677 mortes e 46.852.796 casos, segundo os dados da Universidade Johns Hopkins. Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 610.224 mortes e 21.924.598 casos, a Índia com 462.690 mortes (34.414.186 casos), o México com 290.630 mortes (3.838.308 casos) e a Rússia com 252.926 mortos (8.992.595 casos).

Entre os países mais atingidos, o Peru é o que regista o maior número de mortes em relação à sua população, com 608 mortes por 100.000 habitantes, seguido pela Bulgária (371), Bósnia (363), Macedónia do Norte (350), Montenegro (348), Hungria (329) e República Checa (293).

Em termos de regiões do mundo, América Latina e Caraíbas totalizaram 1.528.464 mortes para 46.213.403 casos, Europa 1.445.374 mortes (77.766.952 casos), Ásia 881.118 mortes (56.370.820 casos), Estados Unidos e Canadá 788.935 mortes (48.594.127 casos), África 220.222 mortes (8.552.836 casos), Médio Oriente 211.106 mortes (14.092.793 casos) e Oceânia 2.989 mortes (278.150 casos).

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