O bastonário da Ordem dos Médicos já tinha dito antes publicamente que já não existia um “fio condutor” que fizesse a população aceitar e compreender o uso obrigatório de máscaras nas escolas e não nas discotecas, refere a Ordem dos Médicos em comunicado.

Essa opinião é suportada pela elevada taxa de vacinação em Portugal – próxima dos 95% – e pelo facto do número de doentes internados com doença grave e de óbitos, provocados pela COVID-19, ser bastante reduzido e com tendência decrescente mantida.

“Com a chegada da primavera e das temperaturas mais altas, é expectável que a atividade do vírus diminua significativamente”, sublinha Miguel Guimarães. Ainda assim, com o fim do uso obrigatório da máscara, pode acontecer um “aumento ligeiro na incidência” do vírus, alerta o bastonário, que assegura que a vacinação permite que não se esteja a falar de um aumento de doença grave.

“O processo natural é que estejamos a caminhar para a fase endémica do SARSCoV-2”, conclui.

Também Filipe Froes acredita que estamos numa fase diferente da pandemia e que o fim da obrigatoriedade da utilização da máscara, exceto em locais expostos a uma maior fragilidade humana, como é o caso das instituições de saúde, dos lares, e de locais pouco ventilados e com grande concentração e proximidade de pessoas, tais como os transportes públicos, “já não representa um risco para a maioria da população”.

O pneumologista realça, no entanto, que a “máscara permanece facultativa para as pessoas mais vulneráveis, tais como os imunodeprimidos, e que é imperioso acelerar o acesso a outras medidas farmacológicas, tais como, os novos antivirais e anticorpos monoclonais”.

O bastonário e o coordenador do Gabinete de Crise para a COVID-19 da Ordem dos Médicos sublinham, ainda, que a vigilância da atividade pandémica é determinante e que a vacinação contra o vírus deverá passar a ser periódica e priorizada aos grupos mais vulneráveis, à semelhança do que já acontece com a vacina contra a gripe.

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