
O Periferias contará com espetáculos de teatro, marionetas, performances, música, workshop, “conversas periféricas” e uma exposição.
O evento, promovido pelo Chão de Oliva - Centro de Difusão Cultural, vai procurar dar espaço às questões de género e pluralidade de expressões devido ao contexto mundial atual, "cada mais polarizado e onde expressões como ideologia de género ou extremismo de género têm pautado discursos políticos", segundo a co-direção artística do centro de difusão cultural, Paula Pedregal, Susana C. Gaspar e Nuno
Correia Pinto.
O arranque do festival será no Foyer do Museu de Artes de Sintra, no dia 1 março, às 16h, com um concerto de entrada livre das Rainhas do AutoEngano.
Ainda no primeiro dia será possível assistir a Penélope, da RUGAS, com uma criação artística de cruzamento entre a arte performativa e visual, com recurso a pesquisa de arquivo e espólios particulares, sobre a condição de espera da(s) mulher(es) durante o período da guerra colonial portuguesa, na Casa de Teatro de Sintra, às 21h30.
No segundo dia, o festival acolhe RE.SET - a metaphor for my queer emancipation, dança/performance de Be Dias com uma dimensão autobiográfica que reforça a importância de afirmar o renascimento de um corpo e a sua liberação, e que se apresenta na Sociedade União Sintrense, às 19h.
Na semana seguinte, destaque para Combustível, coprodução entre Grupo Harém Teatro (Brasil) e Teatro Extremo (Portugal), que terá a sua estreia nacional no dia 7 de março no festival e que aborda uma nova idade do gelo.
A Matança do porco do pai, da Ritual de Domingo, com encenação e texto de Sónia Barbosa, será apresentado no Edifício Multiusos Cultural de Belas, no dia 8, às 21h30. A peça explora as dinâmicas familiares e os complexos rituais de poder e violência enraizados na vida quotidiana.
No dia seguinte, pelas 19h, a performance Exercício para performers medíocres, de Tita Maravilha,
vencedora do Prémio Revelação Ageas Teatro Nacional D. Maria II, encerra a edição deste ano do festival, na Casa de Teatro de Sintra.
"Mais uma vez, procuramos apresentar espetáculos em diferentes espaços de Sintra, diferentes linguagens artísticas e cruzar com a temática do ciclo anual do Chão de Oliva", comenta a co-direção. " Continuamos a mobilizar para o Periferias a vontade de aprender, refletir e lutar contra a
desinformação, numa defesa da igualdade, equidade e inclusão", finaliza.
A agenda conta ainda com uma exposição que se debruça sobre a presença da mulher no repertório da Companhia de Teatro de Sintra, analisando o historial de espetáculos e de colaborações artísticas para refletir sobre feminismo e igualdade de género e de oportunidades; Limonardo da Vento, teatro de Marionetas do grupo espanhol Kalina Teatro, numa programação para todas as faixas-etárias no dia 2 de março às 11h, no AMAS - Auditório Municipal António Silva, e, de tarde, na Casa de Teatro de Sintra, uma sessão do Clube de Leitura - Livros no Chão, dedicado à obra “Todos devemos ser feministas”, de
Chimamanda Ngozi Adichie.
No dia 6, às 21h, também na Casa de Teatro de Sintra, promove-se uma “conversa periférica” com projeção do filme “A minha raiva é underground” de Francisca Antunes, entre outros espetáculos e eventos.
Os espetáculos do festival custam entre 2,50€ e 5€, havendo ainda outros com entrada livre. A programação completa e todas as informações estão disponíveis no website do Chão de Oliva.
Os bilhetes encontram-se à venda através da Ticketline e é também possível reservar através da bilheteira do Chão de Oliva.
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