Vítor Matos entrou para a história da gastronomia portuguesa ao tornar-se o chef português com mais estrelas Michelin no guia de Portugal. Com um total de cinco estrelas atribuídas aos seus restaurantes – Antiqvvm (duas estrelas), 2 Monkeys, Blind e Oculto (uma estrela cada) – o chef destacou a importância do trabalho em equipa e da sustentabilidade dos projetos gastronómicos.

"É uma sensação normal, porque trabalho com as minhas equipas, e são elas que merecem este reconhecimento. No fim do dia, o que realmente importa é garantir que os nossos negócios são sustentáveis e que todos possam viver desta paixão", afirmou em entrevista ao SAPO Lifestyle, sublinhando que o sucesso de um restaurante não pode ser apenas medido por distinções, mas também pela sua viabilidade financeira. O chef trabalha em conjunto com Guilherme Spalk, no 2 Monkeys, Rita Magro, no Blind e Hugo Rocha no Oculto.

O chef reconheceu ainda o simbolismo de a gala ter acontecido no Porto, cidade com a qual mantém uma ligação especial. "Sinto-me em casa. O Porto tem um caráter diferente, é mais genuíno, mais transparente. Há algo de romântico nesta cidade que me faz sentir bem", confessou. Apesar de viver atualmente no interior, em Vila Real, onde encontrou um refúgio para equilibrar a exigência da profissão com momentos de descanso, o chef enfatizou a importância de manter um equilíbrio entre a carreira e a vida familiar.

Sobre o impacto das estrelas Michelin, Vítor Matos garantiu que a ambição continua, mas sem obsessão. "Temos de continuar a fazer o nosso trabalho com dedicação e autenticidade. O reconhecimento vem quando tem de vir."

Quanto à ausência de um restaurante com três estrelas Michelin em Portugal, admitiu alguma frustração, mas preferiu não especular: "Não consigo responder a isso. Todos esperávamos por essa distinção, mas só nos resta continuar a trabalhar."

Com este novo marco, Vítor Matos reforça o seu lugar entre os grandes nomes da gastronomia portuguesa, projetando um futuro ambicioso para os seus restaurantes e equipas.