1. Hidrate-se

Beba cerca de 1,5L/2L de água por dia e inicie a hidratação pelo menos 30 minutos antes de falar.

2. Posicione-se

Adote uma posição frente-a-frente quando falar com alguém ou com uma plateia. Evite falar enquanto o corpo e o pescoço estiverem voltados e a gerar tensões musculares contra-indicadas.

3. Boceje

Boceje várias vezes ao dia, inclusive para aquecer a voz. Se o contexto o permitir, bocejo com som!

4. Alongue

Espreguice e realize alongamentos pelo menos duas vezes por dia, principalmente na musculatura do pescoço, dos ombros e da bacia. É um hábito importante no combate às posturas mantidas e incorretas.

Sinais de alerta

  • Sensação constante de ardor e garganta seca;
  • Tensão e dor na região do pescoço, especialmente após exposição vocal;
  • Diminuição da resistência da voz ao longo do dia ou da semana de trabalho;
  • Sensação de esforço para falar;
  • Quebras/flutuações na qualidade da voz;
  • Rouquidão ou períodos de afonia;
  • Necessidade constante de tossir e pigarrear.

5. Não sussurre

Fale sempre com som mesmo quando sentir a voz cansada, porque sussurrar só vai agravar esse estado de fadiga vocal.

6. Treine

Antes de usar a voz realize movimentos mastigatórios amplos e com vigor, como se mastigasse uma maça exageradamente grande. Faça o som mmmm enquanto "mastiga" .

7. Escolha bem a roupa

Utilize vestuário confortável que facilite os movimentos corporais e respiratórios, especialmente na região do tronco (barriga e peito) e do pescoço.

8. Evite químicos

Evite o uso de pastilhas, rebuçados e sprays SOS para preparar e prolongar o uso vocal quando existe mal-estar, rouquidão e dor. A sua ação analgésica vai camuflar o mau uso/ abuso vocal, agravando a situação. Estes químicos podem, por outro lado, ser úteis no período de repouso vocal.

9. Evite tossir

Se sentir necessidade de tossir ou pigarrear para “limpar” a voz experimente engolir a saliva ou beber água. Caso estas estratégias não resultem, tussa o mais silenciosamente possível, evitando a produção simultânea de voz e a agressão/lesão das pregas vocais.

10. Procure um especialista

Cerca de 49,9% dos profissionais da voz em Portugal apresentam algum tipo de alteração vocal. Se sentir alguma das queixas/sintomas mencionados de forma recorrente ou outra alteração vocal por mais de 15 dias procure o Terapeuta da Fala e/ou o Otorrinolaringologista.