Portugal regista esta quarta-feira mais 14.595 casos de COVID-19 e 19 óbitos associados à doença, segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

Desde março de 2020 morreram 21.267 pessoas com esta patologia em território nacional e foram identificados 3.367.469 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2.

De acordo com o último relatório oficial, registaram-se mais 11.400 casos de recuperação nas últimas 24 horas. Ao todo há agora 2.867.858 doentes recuperados da doença em Portugal.

A região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) é a área do país com mais novas notificações, num total de 42,2% dos diagnósticos.

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O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 com 8.796 (+3), seguida do Norte com 6.501 óbitos (+5), Centro (3.794, +8) e Alentejo (1.187, +1). Pelo menos 698 (+1) mortos foram registados no Algarve. Há 194 mortes (+1) contabilizadas na Madeira. Nos Açores registam-se 97 (=) óbitos associados à doença.

Internamentos continuam a descer

Em todo o território nacional há 1.174 doentes internados, menos 51 face ao valor de ontem, e 72 em unidades de cuidados intensivos (UCI), menos seis em relação ao dia anterior.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 478.344 casos ativos da infeção em Portugal — mais 3.176 do que ontem.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região do Norte é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 1.246.613 (+2.294), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (1.195.765 +6.155), da região Centro (513.576 +2.885), do Algarve (141.011 +965) e do Alentejo (124.464 +842).

Nos Açores existem 61.947 casos contabilizados (+750) e na Madeira 84.093 (+704).

O que nos diz a matriz de risco?

Portugal apresenta uma incidência superior a 1.411,2 casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por cada 100.000 habitantes – inferior aos 1.398,1 casos de segunda-feira - e um índice médio de transmissibilidade R(t) nacional de 0,91, superior aos 0,84 desse dia. Com estes valores, o país mantém-se fora da zona de segurança da matriz de risco.

No território continental, o R(t) fixou-se nos 0,90. A DGS atualiza estes dados à segundas, quartas e sexta-feiras.

Imagem do boletim da DGS
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Faixas etárias mais afetadas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 13.789 (+16) registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (4.598, +1), entre 60 e 69 anos (1.943, +1) entre 50 e 59 anos (633, +1), 40 e 49 anos (223, =) e entre 30 e 39 anos (56, =). Há ainda 19 mortes registadas entre os 20 e os 29 anos, três (=) entre os 10 e os 19 anos e três (=) entre os 0 e os 9 anos.

Os dados indicam que, do total das vítimas mortais, 11.184 são do sexo masculino e 10.083 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 582.201 (+2.270), seguida da faixa etária dos 30 aos 39 anos, com 528.386 (+1.859), e da faixa etária dos 20 aos 29 anos com, 517.747 (+2.325). Logo depois, surge a faixa etária entre os 10 e os 19 anos, com 465.204 (+3.016) reportadas. A faixa etária entre os 50 e os 59 anos tem 399.825 (+1.711), entre os 0-9 anos soma 346.657 (+969) e a dos 60 e os 69 anos tem 246.011 (+1.051) infeções reportadas desde o início da pandemia. Por último, surge a faixa etária dos 70 aos 79 anos, que totaliza infeções 147.667 (+742) e dos 80 ou mais anos, com 133.771 (+652) casos.

Desde o início da pandemia, houve 1.563.694 homens infetados e 1.800.790 mulheres, sendo que se desconhece o género de 2.985 pessoas.

Vídeo - Invernos podem implicar passos atrás nas medidas de proteção, diz DGS

Recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)

  • Caso apresente sintomas de doença respiratória, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

A COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo vírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Infarmed manda retirar do mercado máscaras com marcação CE indevida

O Infarmed mandou suspender a comercialização da máscara cirúrgica tipo IIR da marca WellMask por ostentação de marcação indevida CE e não estar comprovado o cumprimento de todos os requisitos legais europeus, anunciou a autoridade do medicamento.

Em comunicado, o Infarmed nota que foi identificada a notificação, no portal de registo de dispositivos médicos, a máscara cirúrgica do tipo IIR, marca WellMask, ostentando marcação CE indevida, por não existir evidência de cumprimento de todos os requisitos legais aplicáveis a nível europeu incluindo documentação técnica incompleta.

O Infarmed refere que o fabricante declarou não ter procedido à efetiva disponibilização no mercado de nenhuma unidade deste dispositivo ostentando marcação CE.

Mesmo assim, o Infarmed determinou a imediata suspensão da comercialização no mercado do referido dispositivo.

Veja ainda: Estes são os vírus mais letais do mundo

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