Quando temos uma boa segurança interna, conseguimos trilhar o nosso percurso com a convicção e a serenidade de que somos capazes. Encontrando assim um espaço de equilíbrio entre o que são as nossas virtudes e as nossas fragilidades, conhecendo-nos e aceitando-nos.

O que acontece é que ao longo do nosso crescimento e da nossa vida, vemos com frequência a nossa segurança interna afetada, tornando-nos menos confiantes e menos audazes.

Muitos de nós, quando a nossa segurança interna é afetada, assumimos uma postura de controlo. Num primeiro momento, essa postura garante a estabilidade interna. No entanto, quando prolongamos este controlo no tempo, afetamos o nosso bem-estar, anulamos os nossos sinais de alerta internos e afetamos a qualidade do nosso dia a dia e das nossas relações.

Os 3 efeitos a longo-prazo

O controlo como forma de acalmar a insegurança interna tende a levar-nos ao limite e à quebra emocional.

Em primeiro lugar porque impede a fluidez emocional: quando controlamos, a primeira coisa que tentamos fazer é anular as nossas emoções, a forma como as vivenciamos e como as expressamos e, sempre que deixamos as emoções contidas dentro de nós, contribuímos para o adoecer psicológico.

Em segundo lugar, quando assumimos o controlo perdemos a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro. Sem essa flexibilidade mental, tendemos a tornarmo-nos mais rígidos e menos tolerantes na relação com o outro.

Em terceiro lugar, por muito que controlemos, não conseguimos controlar tudo aquilo que experienciamos e, por isso, quando assumimos o controlo para nos protegermos da nossa insegurança interna, só tendemos a aumentar essa insegurança, porque temos permanentemente a percepção de que estamos a falhar no controlo que estamos a exercer.

A ilusão de segurança

Fica claro que o controlo permite-nos atingir apenas a ilusão de segurança. Enquanto estamos a controlar o que dizemos, o que pensamos e até o que sentimos, temos a ideia de que estamos mais seguros e que estamos ao comando das situações.

No entanto, a realidade é que quanto maior for o controlo, mais próximo do limiar de quebra emocional nos encontramos.

Por tudo isto, se exerce muito controlo, é essencial que fique atento ao seu dia a dia e que vá gradualmente permitindo-se a abandonar o controlo, a permitir-se a sentir, pensar, expressar e agir de forma fluída, porque é quando o fazemos que damos espaço à expressão plena da nossa segurança interna.

Um artigo das psicólogas clínicas Cátia Lopo e Sara Almeida, da Escola do Sentir.

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